Ideias

O QUEESPERARDE 2018?

Por Alexandre Wander de OliveiraProfessor de finanças e coordenador do curso de Controladoria Financeira da FAAP SJC |
| Tempo de leitura: 1 min

Após um período de turbulência da economia, surge um novo cenário. Ao reduzir a taxa Selic para 7% ao ano, o BC (Banco Central) busca estimular a retomada do crescimento interno. Mas de que forma isso acontece? Com dinheiro a um custo menor no mercado, os empresários ganham fôlego financeiro para investir em projetos rentáveis e inteligentes, que tenham retorno acima da taxa básica de juros. Mas, se ocorrer o inverso, a alavancagem será negativa e o pesadelo será ainda pior.

Por esse motivo, é preciso ter cuidado, controlar a ansiedade e avaliar cuidadosamente onde investir o dinheiro. A taxa de câmbio ainda permanece alta, indicando que não ocorrerá uma forte retomada das exportações. Por outro lado, a economia vai entrar em um processo de retomada da produção, em função da projeção do crescimento do PIB, da ordem de 2,58% -- embora ainda muito distante de 2010, que foi de 7,5% quando houve uma grande entrada de recursos externos no Brasil, gerando superávit da balança comercial.

O BC também sinaliza uma redução na balança comercial em 2018 para 53 bilhões de dólares. Este cenário fortalece quem exporta, mas prejudica a entrada de tecnologias internacionais no Brasil. Isso ocorre porque a importação fica mais cara - e as empresas que possuem dívidas em dólar terão que aguardar um pouco mais o ajuste da economia.

Há quem ouse projetar cenários otimistas. Mas ainda prego cautela. Dias melhores virão, sem dúvida. Mas a velocidade está nas mãos dos brasileiros nas próximas eleições..

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