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Sob pressão, Temer troca chefia da Polícia Federal e agrada base

Por Yara AquinoAgência Brasil |
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Polícia Federal
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O presidente Michel Temer nomeou o delegado Fernando Segóvia para o cargo de diretor-geral da PF (Polícia Federal). Segóvia vai substituir o atual diretor-geral, Leandro Daiello. O anúncio foi feito por meio de nota do Ministério da Justiça na tarde desta quarta-feira, após Segóvia e o ministro da Justiça, Torquato Jardim, terem sido recebidos por Temer.

Formado em direito pela Universidade de Brasília, Segóvia está há 22 anos na PF. Foi superintendente regional da PF no Maranhão e adido policial na África do Sul. Em boa parte da carreira, exerceu funções de inteligência nas fronteiras do Brasil.

Daiello chefiava a PF desde 2011, nomeado na gestão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e já havia manifestado interesse em deixar o cargo.

CORRUPÇÃO.

A mudança da diretoria-geral da PF já era negociado desde que maio, quando Torquato Jardim assumiu o ministério. A pressão do PMDB, partido de Temer, sobre o ministro para a troca no comando da pasta se intensificou desde a deflagração da Operação Tesouro Perdido, no dia 5 de setembro, que descobriu o bunker dos R$ 51 milhões do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA).

Além disso, o Palácio do Planalto também não conseguiu esconder a sua irritação com o "vazamento" de um relatório da Polícia Federal a respeito do chamado "quadrilhão do PMDB", que embasou a segunda denúncia contra o presidente, enterrada em votação no plenário da Câmara Federal..

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