Esportes

Com 'cartilha' única, campeão Manthiqueira já pensa na Série A-3

Por Marcos Eduardo Carvalho@marcosovale78 |
| Tempo de leitura: 2 min
Suco de laranja. Jogadores do Manthiqueira comemoram o título da Quarta Divisão, conquistado neste último sábado
Suco de laranja. Jogadores do Manthiqueira comemoram o título da Quarta Divisão, conquistado neste último sábado

A seleção da Holanda vice-campeã mundial em 1974 e em 1978, sob comando do lendário técnico Rinus Michels, encantou o mundo do futebol na década de 70 com o inesquecível 'carrossel', onde um novo esquema tático fazia com que os atletas não tivessem posição fixa em campo. A equipe ainda ganhou o apelido de 'Laranja Mecânica' em alusão às cores predominantes no uniforme da seleção.

Entre os muitos apaixonados por aquele time estava o jovem Dado Oliveira, que anos depois resolveu fundar o seu próprio time de futebol, o Manthiqueira, de Guaratinguetá, que adotou as mesmas cores da seleção holandesa.

Criado em 2005, o clube conseguiu se profissionalizar apenas em 2011. Com um projeto único, sempre chamou a atenção. Entre outras coisas, o presidente implantou a cartilha do 'fair play' onde, entre outras coisas, está proibido simular faltas em campo.

Outra novidade foi Nilmara Lopes, primeira técnica mulher em um time profissional masculino. Ela ficou até o ano passado e só saiu por conta de compromissos com um emprego concursado - o jovem Luís Felipe Domingos, de 28 anos, assumiu o time e conquistou o título no sábado, com a vitória por 2 a 1 sobre o São Bernardo, no Dario Rodrigues Leite.

APOIO.

Desde o início, Dado Oliveira investiu dinheiro do próprio bolso para manter o time vivo. As dificuldades foram grandes. Muitas vezes foi até visto como 'maluco' por muitos, pelo estilo exótico de trabalho. Porém, em 2017, ele foi premiado com o acesso à Série A-3 e também com o título da Quarta Divisão, um feito inédito na história do clube.

Agora, no ano que vem, os gastos vão ser ainda maiores. E, os desafios, também. Assim, Dado já está pensando em como angariar novos recursos para ao menos manter o time na divisão ou, quem sabe, até mesmo brigar por um novo acesso, agora para a Série A-2.

"Para este próximo ano, a gente espera mais apoio das empresas. O Manthiqueira já comprovou que dá retorno de mídia. Na final, fora mais de 6.000 torcedores no estádio. Acredito que as coisas possam melhorar nesse sentido", disse Dado, que promete manter a cartilha em 2018..

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