Francisco Pinheiro e Pablo Oazen se enfrentam na grande final da segunda temporada do Masterchef Profissionais, nesta terça, às 22h30 na TV Band.
Os dois cozinheiros - que terão de elaborar um menu degustação
autoral de seis tempos: duas entradas, dois pratos principais e duas
sobremesas - estão ansiosos para saber quem será o próximo MasterChef
Profissional do Brasil. O vencedor será anunciado ao vivo.
FRANCISCO: “O CORAÇÃO ESTÁ A MIL, ANSIEDADE PURA”
Francisco Pinheiro foi apontado por muitos no início do programa como
o mais cotado a levar o título para casa. A experiência era o ponto
mais ressaltado pelos colegas nas primeiras provas do _talent show_
culinário. No entanto, ele enfrentou algumas dificuldades e chegou a
ter seu favoritismo colocado em xeque.
Depois de algum tempo, o cozinheiro conseguiu superar as adversidades e
garantiu a primeira vaga na final. "O coração está a mil, ansiedade
pura", revelou.
"O sentimento é de dever cumprido, que a história valeu a pena, de
ter começado tão cedo, tantas horas no fogão dentro de uma cozinha,
as dificuldades que existem. Uma sensação de plenitude, acho que essa
é a palavra que define", completou.
Francisco revelou que sempre teve um cuidado especial com tudo que
Paola Carosella falou para ele ao longo da sua trajetória. "Tentava
pegar tudo o que a Paola falava para melhorar na prova seguinte e ir
mudando na forma de cozinhar, a delicadeza, o gestual de cozinhar, de
servir. Fiquei muito tocado por ela se emocionar comigo servindo os
pratos. Ali tinha todo o gesto, amor e dedicação construídos na minha
carreira", explicou.
"Me cobrava demais, tudo o que a Paola falava, eu anotava, ficava
estudando em casa, dormia mal, fiquei tenso, não era uma coisa muito
fácil. Às vezes eu ia bem e depois ia mal, tinha que reinventar de
novo, caindo e levantando. O que me ajudou foi a determinação que eu
tenho inspirada na história dos meus pais. O desistir nunca esteve nem
em pensamento", completou.
Cuidadoso, o cozinheiro evita até fazer planos para o prêmio do
programa. "Só tenho 50% de chance. Fiz o meu melhor, entreguei tudo,
não mudaria nada, faria a mesma receita", confidenciou.
O carinho do público também conquistou Francisco. "As pessoas são
muito acolhedoras, principalmente as crianças, é muito gostoso",
comentou.
PABLO: “SONHO COM O PROGRAMA TODO DIA. É UMA EXPECTATIVA MUITO
GRANDE”
Durante a sua trajetória no talent show, Pablo Oazen gosta de falar
que "levou muito na cabeça" até encontrar o seu caminho e conseguir
uma consistência que o levou para a final do programa.
O mineiro tentou expressar o seu sentimento por disputar com Francisco
o título da segunda temporada dos profissionais do programa. "É
inexplicável a sensação, perna bamba, vontade de pular, de sair
correndo. Fazer a final com o Francisco é muito desafiador, ele é um
cara que cozinha muito, que é muito técnico, é muito merecedor de
estar na final. Estou muito feliz", avaliou.
Faltando poucos dias para o término da atração, Pablo contou que
está difícil controlar a ansiedade: "Sonho com o programa todo dia,
sonho com a Paola, com o Jacquin, sonho até que Ana Paula está fazendo
a contagem regressiva. É uma expectativa muito grande".
Caso seja proclamado como campeão, ele já sabe o que fará com o
prêmio. "Tenho dois negócios, pago empréstimo pelo investimento de
ambos, então quero quitar uma parte desse investimento. Outra parte vou
utilizar para viajar com a família", contou.
O cozinheiro ainda comentou que o movimento em seus restaurantes
triplicaram após a participação dele no programa.
"O que o programa está me proporcionando, achei que nunca fosse ter na
vida. Nunca quis ser famoso, sempre quis ter reconhecimento
profissional, mas agora tenho as duas coisas. No meu restaurante está
uma loucura. As pessoas fazem reservas para assistir ao programa lá.
Quando eu vou para o mezanino rola uma comemoração muito grande,
parece que foi gol", explicou.
Apesar do bom desempenho nas últimas provas, Pablo considera que as
quartas e a semifinal tiveram os maiores desafios. "Lagosta Wellignton e
Turducken foram difíceis. Em todas as outras provas, você consegue
partir um pedaço e provar, nessas você coloca no forno e vai servir na
frente dos jurados. Você fica sempre: 'Será que vai estar bom, vai
estar no ponto?'. São as provas mais técnicas", analisou.
Montanha russa de emoções é uma boa maneira de definir a passagem do
cozinheiro pela atração. "O sentimento é de vitória porque eu
realmente pensei em não continuar, bateu muita insegurança. No
começo, eu estava só tomando porrada, foram muitas críticas, algumas
que eu concordava, outras que não, mas a gente está aqui para isso.
Resolvemos dar a cara a tapa, temos que ouvir. Tinha dia que eu falava:
'Eu não vou voltar, semana que vem eu não vou'. E a turma: 'Calma,
cara, você é profissional, você é bom, relaxa, está nervoso',
afirmou.
"Cozinhar para o Jacquin, que foi meu chefe, ter a Paola, que é um
monstro na cozinha, o Fogaça, as câmeras, tudo isso pesava bastante.
Essa evolução foi lenta, mas foi me dando força, e foi constante
também", finalizou.