Viver

plena de ternura

Por Da Redação@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
WANDERLEA
WANDERLEA

Foi em Lavras (MG), que Leinha, com apenas três anos de idade começou a fazer seus primeiros shows caseiros para a família. Um pouco maior, passou a sair pelas ruas vendendo as frutas plantadas no quintal para comprar papel crepom e compor o cenário para o seu "palco".

Não demorou muito para que a vizinhança descobrisse os dotes da menina e ela foi chamada para cantar num show de caridade. Depois, veio o convite para se apresentar em um programa infantil na rádio Difusora de Lavras. Cantou "Caminhemos", de Herivelto Martins. Aprendeu essa e outras músicas ouvindo rádio em casa.

A versatilidade, o talento vocal e o domínio total do palco viraram suas marcas registradas. Não trocou seu nome de batismo... Mas resolveu seguir carreira como Wanderléa, uma das cantoras mais aclamadas da Música Popular Brasileira.

A história daquela que ficou conhecida como Ternurinha está agora em sua autobiografia, "Foi assim", que chega às livrarias de todo o Brasil em novembro, pela ed. Record.

BIO.

O livro, cujos rascunhos ela escreveu por ano, teve edição e pesquisa do jornalista Renato Vieira, e funcionou como uma espécie de terapia para a cantora. Afinal, ao mesmo tempo em que conquistou sucesso, enfrentou sérios dramas pessoais, como a perda de uma irmã, vítima de uma bala perdida no Rio de Janeiro; o acidente do então namorado José Renato, filho do apresentador Chacrinha, que o deixou tetraplégico; a perda do irmão, seu estilista, e que morreu de AIDS; e uma de suas maiores perdas: seu filho Leonardo, afogado na piscina de casa.

"Adversidades grandes demais para enfrentar me fizeram viver um dia de cada vez. Existir, e por tantas vezes resistir, era mais importante do que guardar coisas na cabeça naturalmente desligada", escreveu Wanderléa no prólogo do livro.

Bastidores.

A autobiografia traz ainda a amizade com Roberto Carlos - de quem recebeu o primeiro beijo na boca -, e Erasmo Carlos, que tentou diversas vezes namorá-la, durante o auge da Jovem Guarda.

Mostram ainda as dificuldades que enfrentou nas gravadoras, sempre avessas a investir em projetos autorais.

"Cantei boleros, choros, músicas de Carnaval, gravei os tais 'malditos' da MPB (benditos sejam!), experimentei sonoridades eletrônicas, rasguei o verbo na hora da raiva e, em uma nova estação, me reencontrei com minhas origens", relembrou.

Aos 71, Wanderléa está no auge e planeja lançar um disco de inéditas e outros mais autorais com o marido Lalo. Ela protagoniza ainda o musical "60! Década de arromba".

SERVIÇO.

"Foi assim" já está à venda nas livrarias. R$ 39,90..

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