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A cápsula do tempo do memorial Cassiano Ricardo

Por Paula Maria Prado@paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 2 min
Cápsula de Cassiano Ricardo
Cápsula de Cassiano Ricardo

Ofício enviado à ABL (Academia Brasileira de Letras), que autoriza a exumação dos restos mortais de Cassiano Ricardo; ofício da ABL autorizando o traslado dos restos mortais do poeta a São José; ofício do ex-prefeito Emanuel Fernandes manifestando desejo de construir o memorial com projeto de Niemeyer; projeto do Niemeyer (croquis); fotografia do Memorial (maquete); cartaz e programação da 34º Semana Cassiano Ricardo; revista Esfera Cultural; jornal "Litter"; poesia "O Dedo de Deus", de Cassiano, retirada do livro "Borrões de Verde e Amarelo" (1926); jornais do dia: "Folha Vale", "Valeparaibano" e "Diário"; e discurso do presidente da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo), na época, Antonio Gervásio de Paiva Diniz.

Esse era o conteúdo de uma cápsula do tempo depositada junto a pedra fundamental do Memorial Cassiano Ricardo no dia 24 de outubro de 2000, posicionados onde hoje se localiza a praça Torii.

OVALE teve acesso com exclusividade ao conteúdo do objeto, que se encontra sob a guarda do Museu Municipal desde 2010, quando foi entregue a FCCR pela Urbam (Urbanizadora Municipal), após ser retirada pelo orgão do local em que estava.

"Quando assumimos, nesse ano, o acervo estava armazenado de forma inadequada. Então, contratamos uma museóloga para higienizar e salvaguardar os objetos e documentos da melhor forma possível", afirmou Washington Freitas, assessor de relações institucionais e de patrimônio histórico da FCCR.

Chama a atenção, dentre os objetos da cápsula, a cópia dos croquis desenhados por Niemeyer cujos originais foram a leilão em agosto de 2014, pela TNT Arte, do Rio de Janeiro, conforme noticiou OVALE na última terça-feira (28).

Em pesquisa no site da galeria leiloeira, a descrição das peças dá conta de que os desenhos fazem parte da "ex-coleção da família do senador Luiz Carlos Prestes, presenteado a ele pelo próprio Oscar Niemeyer".

DESENHOS.

Segundo pedido do então prefeito de São José, Emanuel, a Niemeyer, o memorial deveria abrigar obelisco (monumento, com espaço para escultura figurativa), mausoléu (para restos mortais), auditório com capacidade para 100 pessoas, biblioteca com reserva técnica, museu, administração e área de serviço, bar e toaletes.

"Após entendimentos verbais com seu amigo e colaborador Luiz Carlos Prestes Filho, vimos por meio desta transmitir nosso desejo de construir o Memorial Cassiano Ricardo com projeto e cálculo estrutural de sua autoria", diz ofício de abril de 2000.

"O Memorial será o centro difusor da obra de Cassiano Ricardo. (...) irá abrigar não apenas os despojos do seu poeta, mas a continuidade do seu trabalho na construção de uma sociedade melhor e mais humana", dizia discurso de Diniz, de acordo com documento interno da capsula.

OVALE tentou contato com a família Prestes e a Fundação Niemeyer sem sucesso..

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