Depois dos criticados "Batman vs Superman" (2016) e "Esquadrão Suicida" (2016), finalmente o universo cinematográfico da DC ganhou um merecido longa-metragem.
O filme "Liga da Justiça", que estreia nesta quinta-feira (16) na região, ganhou sessão especial numa pré-estreia antecipada, às 23h55 da terça-feira, e fez a alegria de fãs dos personagens, ansiosos pelo roteiro, cujo trailer trazia uma questão: como lidar com uma sociedade dominada pelo medo e órfã do Superman? (Rememorando, o herói morreu no longa contra o Homem Morcego).
Na nova trama, impulsionado pelo ato altruísta do Homem de Aço, Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada, Diana Price (Gal Gadot), para combater um inimigo recém-despertado.
Juntos, eles partem em busca de um time de meta-humanos para a formação de uma liga de heróis. Aparecem aí Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller). No entanto, pode ser tarde demais para salvar o planeta de um ataque do impiedoso Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), vilão em busca de vingança e poder.
QUÍMICA.
O destaque na nova trama é justamente o desenvolvimento dos personagens. Todos têm espaço para brilhar - e os novatos não decepcionam. Flash, aliás, funciona como um alívio cômico, tão necessário em meio a tensão do roteiro.
Gal Gadot parece mais confortável no papel da Mulher Maravilha, que surge cada vez mais forte na tela. Já Batman, enquanto lida com sua própria mortalidade, carrega consigo a culpa pela morte do Superman (nada de spoilers por aqui, ok?).
CRÍTICA.
Conversa de fã detalhista nos bastidores: muito se questionou sobre a validade da primeira cena do longa, em que Superman aparece em uma gravação feita em um celular. No rosto, uma deformidade devido ao bigode do ator que teve de ser retirado digitalmente (Henry Cavill não podia tirar o bigode graças a uma cláusula contratual relacionada às gravações de "Missão Impossível 6").
Há uma evolução nas cenas de ação em relação aos longas anteriores. Os confrontos ocorrem em sua maioria em ambientes claros e as lutas estão bem definidas na tela.
O roteiro em si é um pouco moroso no começo e parece truncado em dados momentos. Talvez pelo tempo de apresentação de cada um dos personagens e a forma como as narrativas surgem na tela. Mas nada que os heróis, definitivamente cativantes, não dêem um jeito!.