O PIB (Produto Interno Bruto) da RMVale cresceu 3,8% no acumulado dos últimos 12 meses, segundo dados do PIB Regional divulgados pela Fundação Seade.
Trata-se de percentual superior à média alcançada pela economia paulista no mesmo período, de 2,7%. O dado confirma a recuperação na atividade econômica do Estado.
O levantamento compara dados dos quatro trimestres terminados em junho de 2018 em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
A produção de riquezas na região, que inclui 39 municípios, foi de R$ 29,1 bilhões, o equivalente a 5,3% do PIB paulista (R$ 540,5 bilhões) e o terceiro melhor desempenho no Estado, abaixo apenas da Região Metropolitana de São Paulo (R$ 289,7 bilhões) e da região de Campinas (R$ 97,3 bilhões).
Das quatro regiões mais industrializadas do Estado, só a da capital, com crescimento de 2,3%, não superou a média estadual. Sorocaba foi o destaque, com avanço de 6,1%, seguida por São José dos Campos e Campinas, ambas com 3,8%.
A região de Itapeva obteve alta de 5,5% no PIB, com grande participação da agropecuária, cuja riqueza subiu 19,2%.
Das 16 regiões estaduais, apenas a de Araçatuba registrou queda na riqueza, com -2,2% no PIB nos últimos 12 meses.
SETORES.
A agropecuária puxou o crescimento do PIB da RMVale, com alta de 7,9% no período analisado pela Fundação Seade. Em seguida vem serviços, com 3,9% e indústria, com 3,3%.
O crescimento do PIB industrial do Vale do Paraíba ficou abaixo da média estadual, de 3,9%, e também foi menor do que das outras duas regiões mais industrializadas do Estado, Sorocaba (11,6%) e Campinas (6,1%), mas superou a RM São Paulo, que cresceu 0,6%.
A má notícia é que o PIB da RMVale recuou 3,1% no segundo trimestre de 2018 na comparação com o trimestre anterior. O PIB de serviços e da indústria também caiu nesse período: -3,5% e -2,3%, respectivamente.
Apenas a riqueza da agropecuária cresceu: 0,8%.
Para o economista Edson Trajano, pesquisador do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté), os números revelam o quanto a crise econômica impactou as indústrias da região do Vale, que têm grande participação na riqueza regional.
"O quadro ainda não é de recuperação. As indústrias do Vale importam muitos produtos com maior valor agregado e exportam aqueles com menor valor. Isso desequilibra a riqueza", declarou o economista..