A Defensoria Pública vai protocolar uma petição junto à 1ª Vara da Fazenda Pública nesta terça-feira (26) solicitando adoção de medidas urgentes da Prefeitura de São José dos Campos para atender moradores retirados do terreno ocupado no Jaguari na última quinta (21). Segundo a defensoria, o ginásio fornecido como abrigo pela prefeitura não é apropriado. De acordo com a prefeitura, 69 pessoas estão sendo abrigadas no local.
"Aqui faz frio para 'caramba' de noite, nos deram só um cobertor e o colchão é fino", afirma Marcela José, 45 anos, uma das moradoras. Segundo ela, o local só possuí dois banheiros, um masculino e um feminino. "Tem gente de idade aqui e crianças pequenas. Não estão nos levando a sério, eles têm que ver o lado humano da gente."
O defensor público Jairo Salvador de Souza afirma que é importante garantir que a situação das pessoas não piore com a remoção.
A petição também cobra transporte para os trabalhadores que tinham ocupações em lugares próximos as casas ocupadas. "Algumas pessoas iam trabalhar de bicicleta ou a pé. Esses trabalhadores estão sendo prejudicados, porque o trajeto agora pode durar até duas horas", afirmou o defensor público.
A prefeitura informou que ainda não foi notificada sobre a petição e que os moradores estão tendo todo o acompanhamento da prefeitura, como alimentação, acolhimento social, banheiro, transporte para levar crianças à escola, atendimento de saúde e segurança. A administração afirmou que os casos dos moradores estão sendo analisados individualmente e que eles não terão prioridade na fila da habitação. "A invasão de áreas não garante a ninguém passar na frente dos que estão esperando", afirmou por meio de nota. A Defensoria também vai protocolar uma petição junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo questionando a demolição de imóveis no terreno desocupado..