A grande dificuldade de um artista plástico é definir quando a obra está terminada - se é que um dia ela fica definitivamente pronta! Nelson Oliveira que o diga. Natural de São Luiz do Paraitinga, o arquiteto brinca que muitas vezes tem de se segurar para não pegar aquela pintura de anos atrás e dar um retoque.
Justo! Conforme os anos vão passando, as técnicas vão sendo aprimoradas, novas influências aparecem e o censo crítico estético também muda.
Mas então ele se lembra de que arte é assim: liberta de amarras. O que comanda é a imaginação do autor. E, depois da obra entregue, fim. É hora de começar outra cujo resultado será sempre melhor do que o quadro anterior.
E é cada momento artístico dos últimos quatro anos de sua vida que Oliveira apresenta na sua primeira exposição individual, em cartaz até 22 de dezembro no Sesi São José.
São cerca de 50 obras divididas nas temáticas natureza morta, paisagens e retratos.
"Vou pintando até achar que está bem próximo daquilo que imaginei. Então deixo a obra 'descansar' alguns dias e depois a pego novamente para realizar alguma nova interferência e finalizar", disse Oliveira, que desenha desde criança, mas pegou gosto pela pintura na época da faculdade de arquitetura.
"A arte é um como um escape. Apesar de eu ver a arquitetura também como arte, é na pintura que eu posso ousar, liberar a imaginação", contou o artista. "Desde 2013 faço parte de um ateliê (De Etser) em São José onde desenvolvo junto de outros artistas várias técnicas artísticas, como xilogravura e gravura. Mas, no momento, tenho me dedicado mais à pintura".
Para essa mostra, ele escolheu as obras que compõem a exposição a partir de um universo de 70 trabalhos. "Escolhemos por temática. Há obras que fiz em 2014".
A curadoria leva a assinatura do também artista George Rembrandt Gutlich, de São José dos Campos.
Serviço.
O Sesi fica na av. Cidade Jardim, 4.389, Bosque dos Eucaliptos, em São José. A mostra permanece aberta de terça a sexta-feira, das 9h às 20h.
A entrada é gratuita..