Líder mundial na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos, terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo e principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil, a Embraer disse à Justiça que a fusão comercial com a Boeing é a "tábua de salvação" da companhia.
De acordo com advogados da fabricante brasileira, em manifestação na ação popular movida por deputados petistas contra o acordo, a empresa estaria em situação difícil e a única saída seria a composição comercial com a Boeing.
"A potencial operação com a Boeing representa verdadeira tábua de salvação para a Embraer. Como vem sendo amplamente divulgado pela mídia: 'o desempenho das ações da Embraer nos últimos dez anos conta a história de uma companhia que briga para se manter viva'", afirmam.
E continuam os defensores: "E unir-se à Boeing neste momento tornaria o caminho adiante mais suave e promissor para a Embraer, na visão de especialistas do setor aéreo".
Representada por quatro advogados, a Embraer cita ainda a negociação comercial entre a Airbus e a Bombardier --respectivamente maiores concorrentes da Boeing e dela própria--, como sinal de que o mercado de aviação ficará menor se permanecer sozinha.
"Desde sua união [Airbus e Bombardier], essas empresas têm dominado o mercado de aviação e colocado enorme pressão sobre seus concorrentes". "A suspensão das negociações em andamento entre Embraer e Boeing é submeter [a Embraer] ao grave risco de não sobreviver à competição"..