O presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou que o debate sobre o aborto vai continuar no país. A declaração foi nesta quinta, horas depois de o Senado rejeitar um projeto para legalizá-lo. Para Macri, este é um dos debates "que começam e que vão continuar" porque os argentinos estão "amadurecendo" e "entendendo o que é viver em democracia".
Depois de uma longa reunião com assessores, Macri disse apostar na distribuição de anticoncepcionais para reduzir as gestações não desejadas. "O problema existe e temos que continuar trabalhando para que todas essas mulheres realmente tenham a possibilidade de escolher", disse Macri em entrevista após uma reunião de Gabinete na Casa Rosada, sede do governo em Buenos Aires.
As declarações do presidente foram depois de o Senado ter rejeitado, nesta madrugada, com 38 votos contra frente aos 31 a favor, o projeto para garantir o aborto legal, seguro e gratuito no país, que já tinha sido aprovado pela Câmera dos Deputados em junho
Além disso, para fazer frente ao elevado número de abortos clandestinos - 354.627 ao ano, segundo o Ministério da Saúde - o presidente considerou "muito importante" continuar trabalhando em uma formação integral dos professores das escolas que inclua "o capítulo da educação sexual"..