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Hebe será tema de peça musical

Por Paula Maria Prado @paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 3 min
Cantora. Hebe Camargo lançou seu primeiro disco solo em 1959: 'Hebe e vocês'
Cantora. Hebe Camargo lançou seu primeiro disco solo em 1959: 'Hebe e vocês'

Depois da biografia de Hebe Camargo, escrito por Arthur Xexéo, lançada em maio passado, vem aí "Hebe, O Musical", inspirado no trabalho inicial do jornalista, com direção artística de Miguel Falabella e coreografia de Fernanda Chamma.

O espetáculo, que tem estreia prevista para outubro, é a continuação do projeto Plataforma Cultural Hebe Forever, encabeçada por Cláudio Pessutti, sobrinho da apresentadora, e que tem como objetivo perpetuar a memória da estrela da televisão nascida em 1929 em Taubaté e cuja morte completa cinco anos em setembro próximo.

O musical terá ainda a produção de Luiz Oscar Niemeyer e Júlio César Figueiredo Júnior. A estreia já está marcada para ser realizada no teatro Procrópio Ferreira, em São Paulo, depois segue para o Rio de Janeiro.

A atriz que interpretará o papel principal ainda não foi divulgada.

PARCERIAS.

Segundo Pessutti, a plataforma surgiu do desejo de homenagear a trajetória da estrela da televisão brasileira e eternizar o seu legado cultural. Ainda segundo ele, o livro e o musical são os primeiros passos para contar a vida e a obra de Hebe, que, ao longo de mais de 70 anos de historia como figura pública, colecionou passagens pelo rádio e pela televisão.

Futuramente, estão ainda nos planos um filme - com assinatura de Carolina Kotscho -, que será desmembrado em uma minissérie para a televisão e um documentário; um livro fotográfico e uma exposição com o acervo da apresentadora, como roupas e joias.

A previsão é que o lançamento dessas peças ocorram ainda em 2018.

Todo o projeto ainda está em fase de captação de recursos e foi apresentado em evento fechado para amigos há duas semanas na casa que foi de Hebe, em São Paulo.

HISTÓRIA.

Nascida em Taubaté, Hebe era filha de Fego Camargo, violinista de cinema em uma época em que os filmes eram mudos e a trilha sonora era feita ao vivo.

Em 1943, com o fim do cinema mudo, Fego, desempregado, se viu obrigado a mudar para a capital paulista em busca de oportunidade. E logo o músico arrumou emprego na rádio Difusora, onde passou a integrar uma orquestra.

E, no ano seguinte, Hebe, seguindo o caminho do pai na música, iniciou sua participação em programas de calouro como cantora, fazendo imitações de Carmem Miranda.

Caloura consagrada pelo público e pela crítica, ela formou o quarteto Do-Ré-Mi-Fá com sua irmã Stella e duas primas, Helena e Maria. Apesar do sucesso na rádio Tupi, o grupo não foi adiante. Anos depois, Hebe chegou a formar dupla sertaneja com sua irmã, Rosalinda & Florisbela. Mas também não deu certo.

Quando convidada a substituir Ary Barroso em seu programa de calouros, Hebe viu de cantora passar a ser conhecida como apresentadora. Até que, em 1955, ela estreou no comando de "O Mundo é das Mulheres", primeiro programa feminino da televisão brasileira, na extinta TV Paulista.

Nessa mesma época, ela foi convidada a fazer participações em filmes do também taubateano Amácio Mazzaroppi, contracenando, inclusive, com Agnaldo Rayol em "Zé do Periquito" (1960).

De lá até sua morte, passou ainda pela Rede Tupi, Record, Bandeirantes, SBT e Rede TV! tornando-se ícone da televisão brasileira..

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