Líder do ranking de violência do Estado, a RMVale tornou-se o palco de uma verdadeira operação de guerra determinada pelo governo paulista depois da intervenção federal no Rio de Janeiro, estado que faz divisa com a região.
A 'Operação Rochedo', que teve início nesta quarta-feira e segue por tempo indeterminado no Vale do Paraíba, conta com o reforço de mais de 930 agentes, 259 viaturas, 100 motocicletas e dois helicópteros Águia.
Também integram a força-tarefa homens da Cavalaria, canil e policiais da Polícia Rodoviária, Polícia Ambiental, Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), Rocam (Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas), Tropa de Choque e Baep (Batalhão de Ações Especiais da Polícia).
"Vamos repetir esse procedimento quantas vezes for necessário", afirmou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmando que ação no Vale 'não tem data para terminar'.
"É uma operação de saturação aqui no Vale e no Litoral Norte. Um trabalho importante no sentido de enfrentamento do crime, prisão de criminosos e redução da criminalidade do Estado", disse o tucano, que veio à região nesta quarta-feira para participar da cerimônia de lançamento da ação e da entrega da obra de prolongamento da rodovia Carvalho Pinto.
AÇÃO.
A Operação Rochedo é uma consequencia direta da intervenção militar no Rio de Janeiro, e feita para evitar a migração de criminosos para o Estado de São Paulo pela RMVale (leia mais sobre a intervenção no caderno Brasil&).
"A gente tem condição de fazer quantas operações dessas forem necessárias", afirmou o Secretário de Segurança Pública do Estado, Mágino Alves Barbosa Filho, dizendo que a ação não acontece apenas na divisa entre os estados e na Via Dutra, e sim também dentro do limite das cidades, desde Litoral Norte até a região sul de Minas Gerais.
Nas primeiras horas depois de iniciada a operação, PMs detiveram três foragidos da Justiça -- dois em Pindamonhangaba e um em Jacareí. A RMVale é a região mais violenta de São Paulo, segundo dados oficiais do estado.
Polícias de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro trocam informações do crime
Apesar de ser uma consequencia da intervenção no Rio, a Operação Rochedo já era planejada pela Polícia Militar antes mesmo da situação no estado vizinho.
De acordo com a coronel Eliane Nikoluk, comandante do policiamento na região, a ação é fruto de estudos realizados após outras operações.
"Essa estratégia já teve início há algum tempo. Há mais de dois anos temos fortalecido o trabalho integrado com as demais forças de segurança da região, inclusive com a constituição de um núcleo integrado de inteligência regional."
O secretário Mágino Alves afirmou que parte do efetivo pode permanecer na região após a ação. "Vamos continuar trabalhando firme e forme, para derrubar não só os indicadores de homicídio mas também os demais indicadores criminais da região", disse..