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Luvas e meias hipotérmicas reduzem efeitos da quimioterapia

Por Da Redação@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Sapatilhas
Sapatilhas

O câncer é uma doença agressiva e que, além de ser letal, também traz diversos problemas físicos e até psicológicos para as pessoas. Os efeitos colaterais que os tratamentos oncológicos trazem aos pacientes é sempre uma preocupação, pois podem atrapalhar um planejamento terapêutico. Entre os efeitos adversos que mais podem prejudicar o tratamento está a neuropatia que leva ao formigamento das mãos e pés, alterações da sensibilidade e até perda de equilíbrio.

Para minimizar esses efeitos colaterais, o Instituto de Oncologia do Vale, em São José dos Campos, oferece uma opção para os pacientes: o  uso de luvas e sapatilhas hipotérmicas durante a quimioterapia com drogas que podem gerar este tipo de desconforto. Segundo a instituição médica, a medida segue recomendações pioneiras evidenciadas em estudos clínicos recentes que apontaram que o benefício (chance de não ter alterações na sensibilidade) e que pode atingir até 80% das pessoas.

ESPECIALISTAS.

O processo de utilização das luvas e sapatilhas hipotérmicas é realizado com acompanhamento médico e de enfermagem especializados. Cerca de 15 minutos antes de começar a quimioterapia as luvas e sapatilhas são retiradas de um freezer especial e são colocadas no paciente para iniciar o processo de resfriamento das mãos e dos pés. Elas são substituídas por outras, a cada 45 minutos, para manter a temperatura gelada e evitar, então os formigamentos e perdas de equilíbrio.

De acordo com os especialistas do Instituto de Oncologia do Vale, quando se coloca as luvas e sapatilhas hipotérmicas, os vasos sanguíneos superficiais das mãos e dos pés se contraem, diminuindo o fluxo de sangue na região, e dessa forma, a quantidade de medicamento que chega até os nervos sensoriais é menor.

CABELO.

A queda dos cabelos durante o tratamento quimioterápico é um dos principais receios, principalmente das mulheres, podendo afetar a autoestima. Assim, o Instituto de Oncologia do Vale também está oferecendo, sem custos para os pacientes, conforme indicação médica e orientação da equipe de enfermagem, uma touca hipotérmica que pode reduzir a queda dos cabelos. "Entendemos que a autoestima é fundamental para que se possa obter uma melhor resposta ao tratamento. E, por isso, estamos disponibilizando mais este recurso conforme recomendações atualizadas e evidenciadas em estudos clínicos", disse a gerente de enfermagem Leonídia Altoé.

Cerca de 30 minutos antes de começar a quimioterapia, o couro cabeludo do paciente é molhado para facilitar a aderência. Uma touca descartável é colocada para proteger a cabeça, pois como a touca hipotérmica é extremamente gelada, pode ferir o couro cabeludo se ficar em contato direto com a pele por muito tempo. A touca hipotérmica é substituída por outra a cada 30 minutos, para manter a temperatura gelada, evitando que a quimioterapia chegue ao folículo capilar. Para atingir o máximo do efeito esperado, também é necessário que o paciente siga algumas recomendações e cuidados com o couro cabeludo..

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