Estar à frente de um programa de entrevistas na televisão é saber conviver com desafios e imprevistos diários, muitas vezes impossíveis de serem resolvidos.
É o convidado que não rende, outro que cancela em cima da hora, a dificuldade de extrair o que possa haver de novidade, tamanha a concorrência que hoje existe com outros tantos meios de comunicação.
O Bial, no seu primeiro dia, revelou ao público o seu desejo de colocar no ar um programa inteligente. Foi sábia a iniciativa da sua produção em conseguir a presença da ministra Cármen Lúcia, figura que pouco conhecíamos além das suas atividades no Supremo Tribunal Federal.
E uma conversa que, pelo menos no primeiro dia, mostrou que vai se colocar na contramão do que hoje existe na TV, que é o excesso de show e quase nada de conversa.
A Globo, mais que qualquer outra emissora, pode se dar a este luxo de realizar um programa de maior qualidade, sem priorizar ou ter como principal finalidade a conquista de audiência. "Conversa com Bial" é um avanço..