O Vale do Paraíba se mantém na contramão do país na geração de empregos. É o que apontam os novos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego e analisados em reportagem assinada por Xandu Alves, na página 3.
No país, foram gerados cerca de 9,8 mil vagas de trabalho no mês de junho -- este é o saldo, a razão de 1.181.930 admissões e 1.172.109 demissões. Essa é a terceira expansão consecutiva e a quarta no ano.
No acumulado do ano, o saldo alcançou 67.358 vagas de emprego abertas. No mesmo período do ano passado, o saldo foi negativo, com 531.765 postos de trabalho fechados a mais que abertos. O resultado acumulado nos últimos 12 meses ainda aponta uma redução de 749.060 postos de trabalho.
De acordo com os dados, o Vale do Paraíba amargou queda no número de vagas no mês de junho, com um saldo negativo de 1.613 postos de emprego, quebrando a sequência de dois meses com saldo positivo.
No ano, a RMVale já acumula um déficit de 3.798 vagas com carteira assinada. O comércio é o segmento que apresentou a maior baixa, seguido pela indústria, serviço e a construção civil, entre outros. "A saída do fundo do poço da crise começava a querer aparecer, mas era apenas uma fresta", disse o economista Edson Trajano.
Mas qual é o motivo da região estar na contramão? De acordo com a análise do economista, a resposta passa pela forte dependência que o Vale tem do setor industrial, tão afetado desde o início da crise econômica e que provoca um efeito dominó nas demais atividades, como comércio e serviços.
Com a reforma trabalhista, o governo do presidente Michel Temer promete criar cerca de dois milhões de empregos nos próximos dois anos. Espera-se que a expectativa se confirme, já que as promessas de Temer e companhia não têm merecido crédito algum, não é mesmo? Espera-se ainda que essas futuras vagas não seja precarizadas pelas novas regras aprovadas em Brasília. A legislação trabalhista, obviamente, precisava ser modernizada. Espera-se, no entanto, que não sobre para o trabalhador pagar o pato..