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RETRATO DO SETOR ARTESANAL NO PAÍS

Por Paula Maria Prado@paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 2 min

Se em 2014, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aproximadamente 8,5 milhões de brasileiros já garantiam o sustento do lar fazendo artesanato, tudo indica que hoje o número é ainda maior.

Graças ao momento econômico do país, com crescente desemprego, o setor registrou um aumento no número de artesãos. Em pesquisa inédita realizada pelo Clube do Artesanato, primeira comunidade do país na área, o artesanato é fonte de renda para 56% das famílias.

São, em sua maioria, mulheres (97%) com idade entre 31 e 45 anos. "Mas já percebemos que o homem passou a se aproximar dessa área. Eles, no papel de marido, passaram a ser investidor. Vimos na Mega Artesanal (maior feira de artesanato da América Latina e que terminou no último domingo), casais andando nos corredores. De olho nesse complemento de renda, o homem passou a impulsionar a esposa com equipamentos e produtos para que ela possa produzir", disse Lucas Ferreira, gestor de Marketing da PH FIT, idealizador do clube.

MERCADO.

No entanto, do total de artesãos, 82,3% se mantém na informalidade e 45,8% não têm interesse em se formalizar.

"A formalização é interessante para o Brasil e para o artesão. O dinheiro passado de forma legal é bom para a economia do país. E, para o profissional é uma forma de acelerar o seu empreendedorismo", explicou Ferreira.

"Para o artesão, de um lado manter-se na informalidade é uma  medida imediata, de dinheiro breve. Mas, a formalização garante um futuro na área, com capacitação e abertura de linhas de crédito", continua.

Ainda de acordo com o levantamento, 70% das pessoas fazem artesanato e vendem entre amigos e familiares e apenas 8% têm uma pequena loja, o que comprova, mais uma vez, a informalidade neste ramo de negócio.

Participaram do estudo 3.649 artesãos de todo o país..

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