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CARTAS

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'MAMÃE' NAZIRA

Desde menina sonhava um dia ser mãe. Quando conheci meu marido, Paulo, passamos a sonhar como seria a nossa família. E já no primeiro ano de casados, eu, aos dezenove anos, fiquei grávida. Foi uma grande emoção e alegria! E com a abundante graça de Deus, ao todo tivemos cinco filhos preciosos e amados! Porém, para a nossa surpresa, um deles foi recolhido ainda muito novo. Foi um dos piores momentos para mim e para o meu marido! Mas, Deus, sabe de todas as coisas! E com fé inabalável seguimos em frente, pois havia três crianças para criarmos. Mas, após dois anos desse triste episódio em nossas vidas, fomos agraciados com a chegada de mais um bebê, uma linda menina! Ser mãe é uma dádiva, que requer virtudes como coragem, generosidade e uma dose de doce "loucura". Isso não quer dizer que mãe não tem dúvidas, que não erra tentando acertar, que não chora quando sente medo, estresse, cansaço e insegurança! Afinal, somos todas humanas! Ser mãe é amar incondicionalmente, ser eterna doadora para com os seus filhos! Também requer sensibilidade para compreendê-los, apoiá-los, incentivá-los, adverti-los sempre que necessário, com o propósito de transferir conhecimentos, valores, princípios a fim de que cresçam saudáveis, felizes, maduros e conscientes para suas futuras escolhas! Principalmente, para permanecerem no caminho do Senhor Jesus. Sou muito grata a Deus, por ter me dado saúde e sabedoria para educar nossos filhos. Hoje, todos os quatro são adultos saudáveis, seguem os passos de Jesus, e também os meus dois netos, Pedro e Luíza, que são heranças de Deus, para a nossa família. E neste "Dia das Mães" fica aqui a minha homenagem, também às futuras mamães!!

Nazira Panossian

São Carlos-SP

BANHADO

Um lugar lindo para passar no fim de tarde, parar tomar um suco e apreciar a vista, mas infelizmente é impossível fazer isso, sem falar no tráfico e no fluxo. Eles fazem uso de drogas a qualquer hora do dia, é um mal cheiro, sem falar no medo de ser assaltada. Passou da hora de tomar uma providência

Gisele Monique

São José dos Campos

PRÉDIO EM SÃO PAULO

O governo não tem o direito de usar o dinheiro dos cidadãos para bancar desocupados. Deve cuidar seriamente da escolaridade. Gente tem que trabalhar, para gerar riqueza! Ou seremos medíocres eternamente, culpando os bem sucedidos por nosso atraso.

Neide Maria Cene Cortez

São José dos Campos

PARALELISMO

A comoção petista com a prisão do Lula e a reação semelhante de muitos católicos com a prisão do Bispo Dom José Ronaldo, acusado de corrupção em Formosa-GO, podem ser avaliadas num paralelismo. Votei no Aécio e no Alckmin, mas desejo vê-los na prisão se forem comprovadas as acusações. Sou católico atuante, mas quero o Bispo e os Padres de Goiás presos se forem fundamentados os crimes de que são acusados. Nenhum conjunto probatório fará com que a razão penetre na couraça de um coração petista para que entenda o mal que o PT fez ao Brasil. Também nenhum argumento mudará a opinião de muitos católicos para que, se provado, percebam que é melhor "exorcizar os maus espíritos" de dentro da nossa igreja do que proteger os corruptos, solidificar a impunidade e, assim, estimular o crime na casa de Deus. Esses dois grupos, petistas e católicos, não são desonestos nem a favor da corrupção. São frutos de um comportamento histórico que opta em aceitar calado com a maioria ao invés de contrariar se expressando com a minoria. Apesar de resistirem contra a verdade em detrimento a justiça, há nas duas corporações muita gente que também quer, assim como eu, um país melhor para se viver e uma igreja saneada como caminho para Deus. Mas antes de sonharem com a libertação do Lula e a absolvição do Bispo, estes petistas e católicos deveriam, primeiro, se auto libertarem das forças de suas próprias entranhas psíquicas, abandonando os argumentos pífios que julgam justificar as suas emoções. Somente eles, e ninguém senão eles, podem quebrar os grilhões que os prendem nos pelourinhos modernos nos quais se ataram e se subjugaram. Mas vejo que não é fácil para eles ecoarem esse grito de auto liberdade, em razão do esforço mental hercúleo necessário para vencer um paradoxo: ser da unanimidade acomodada que abomina a divulgação dos maus feitos e joga a sujeira para debaixo do tapete ou ser da minoria dinâmica que põe o dedo na ferida, corta a própria carne para extirpar o câncer que se alojou entre nós e, ainda, impede a metástase. "Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar" (Nelson Rodrigues). Muitos destes petistas e católicos não conseguirão se auto libertar, não porque são desonestos ou a favor da corrupção, mas porque são humanos.

Antonio Carlos R. Santos

Jacareí

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