Economia

Com a crise, investimentos caem mais de 80% na RMVale em 2017

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 2 min
Mudança. Lei de Zoneamento atinge diretamente as construtoras
Mudança. Lei de Zoneamento atinge diretamente as construtoras

Os investimentos caíram 88% na Região Metropolitana do Vale do Paraíba no primeiro semestre deste ano, segundo novo levantamento da Fundação Seade divulgado nesta terça-feira.

Entre os meses de janeiro e junho de 2017, foram anunciados 10 novos investimentos para a região, somando R$ 120,8 milhões em quatro cidades --São José (5 investimentos), Taubaté (3), Ilhabela (1) e Ubatuba (1).

No ano passado, no mesmo período, foram anunciados 22 investimentos no Vale, com mais de R$ 1 bilhão em obras, mais de oito vezes o montante dos seis primeiros meses deste ano. Detalhe: dos 22 negócios, apenas nove divulgaram o valor do investimento.

Foram contemplados nove municípios com investimentos no ano passado: São José (11 novos negócios), Taubaté (2), Jacareí (2), Caraguatatuba, São Sebastião, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Ubatuba e Santa Branca.

Nos dois anos, os gastos foram majoritariamente feitos por empresas privadas, mas também contemplam concessionárias de serviços públicos.

CONTRAMÃO.

Na contramão do Estado, a RMVale registra em 2017 o pior desempenho em anúncio de investimentos desde 2012, início da série histórica.

As informações são da Piesp (Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo), elaborada pelo Seade.

ESTADO.

Em todo o Estado de São Paulo, o volume de investimentos alcançou R$ 34,7 bilhões no primeiro semestre de 2017, valor que representa mais do que o dobro do montante apurado em igual período do ano anterior, com R$ 15,9 bilhões.

Supera ainda o total de 2016, de R$ 25 bilhões.

Do total de investimentos anunciados para o Vale nos seis primeiros meses deste ano, R$ 95,1 milhões (78%) são para atividades imobiliárias e R$ 19 milhões (15%) na área de infraestrutura, principalmente ligada a transportes.

"Investimento é dinheiro vivo que entra no setor produtivo, e a crise derrubou esse cenário", disse o economista Edson Trajano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté). "A retração foi mais intensa no Vale pela dependência da região do setor industrial".

No cenário estadual, dos recursos totais anunciados nos seis primeiros meses de 2017, 50% (R$ 17,5 bilhões) referem-se à indústria, 43% (R$ 15 bilhões) à infraestrutura, 5,4% (R$ 1,9 bilhão) aos serviços e 1,7% (R$ 596 milhões) ao segmento do comércio..

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