O teatro perdeu no domingo (26) um dos nomes mais celebrados na cena: Neil Simon, o dramaturgo mais popular do mundo - mais encenado - depois de Shakespeare. O "Rei da Broadway", como foi lembrado por seus atores.
O escritor de "Descalços no Parque" (1967), marcou sua presença nos palcos entre as décadas de 1960 e 1970. Chegou a ter quatro obras em cartaz simultaneamente.
Sua marca: o humor autodepreciativo, aquele que não ataca o outro. Foram inspirados em seus trabalhos os filmes "Um estranho casal" (1968), "A Garota do Adeus" (1977) e "Metido em Encrencas" (1988). Simon sofria do mal de Alzheimer. Deixa três filhas, três netos e um bisneto.
Despedida.
No Brasil, o país se despediu no final de semana de João das Neves, importante liderança teatral no país, um dos fundadores do Grupo Opinião, coletivo que marcou a resistência contra a Ditadura Militar.
Foram mais de 60 anos dedicados à cena, como diretor, dramaturgo, ator e escritor.
Entre suas principais obras, se destacam: "Jornada de um imbecil até o entendimento" (1968), "A esquerda, vou ver" (1968), "Tributo a Chico Mendes" (1989) e "Madame Satã" (2015).
Ele tinha 84 anos e foi vítima de um câncer..