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Guilherme Arantes se apresenta no Sesc Taubaté

Por Paula Maria Prado@paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 2 min
Guilherme Arantes. 'Planeta água', 'Cheias de charme', 'Um Dia, um adeus' e 'Meu mundo e nada mais' estão no repertório
Guilherme Arantes. 'Planeta água', 'Cheias de charme', 'Um Dia, um adeus' e 'Meu mundo e nada mais' estão no repertório

Construir uma reconhecida carreira artística apenas com canções autorais é um feito de poucos artistas nacionais. Guilherme Arantes faz parte desse seleto time.

O cantor e compositor, que comemora mais de 40 anos de carreira, traz a Taubaté nesta quinta-feira (13), às 20h30, um show que promete fazer o público relembrar com ele sucessos que certamente embalaram várias fases de sua vida.

"Planeta água", "Cheias de charme", "Um dia, um adeus "e "Meu mundo e nada mais" estão garantidas.

"O que mais sinto (revendo minha trajetória) é gratidão pela oportunidade, em várias épocas, de poder 'amarrar' uma carreira consistente. É um privilégio", afirmou Arantes, autor de mais de 400 músicas.

"Houve tempo em que eu compunha com mais objetivo, até pelas cobranças do sucesso. Hoje é bem mais natural, orgânico, intuitivo e espontâneo: nada muito fabricado", afirmou. "Com o tempo e a maturidade, a gente aprende que competitividade não é assim tão fundamental, já que muitas das melhores produções da gente vem de uma zona não objetiva da criatividade...".

Cena fonográfica.

O artista, aliás, já se mostrou crítico em relação ao mercado da música, mas hoje diz que a fase passou. "Encaro com naturalidade a profusão de tendências populares, fruto da democratização dos meios e oportunidades para todos. Não tenho ilusões quanto ao país: o Brasil é o que é. Não é exatamente o país que interiorizamos em nosso passado, por mais glorioso que tenha sido em termos de 'música popular'", ressaltou.

"O que mais divide opiniões hoje é que existe uma subdivisão utilitária gigantesca, majoritária e hegemonista, composta de muitos gêneros e ritmos, voltada para o que chamo de 'balada'. Do outro lado estariam todos os outros gêneros, não compreendidos nessa "balada", e extremamente fragilizados no espaço popular. Isso sim é polêmico: 'balada' é música? Talvez seja uma 'arte' em si mesma, com outras preocupações e prioridades diferentes do que acostumamos a chamar de 'música'", cravou.

Um dos projetos mais recentes de Arantes, "Uma Alma Viajante", pode ser visto em seu canal no YouTube. "É uma forma inovadora de biografia, mais eficaz do que livro, porque pode conter várias ilustrações musicais, coisa que a escrita não consegue", disse.

O trabalho deu origem a um DVD homônimo. "Nele, privilegiamos as músicas interpretadas na íntegra, enquanto na internet as músicas são 'drops'; também o DVD as histórias são mais completas, contextuais"..

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