Ideias

fake e o tse: what's up?

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What's up? Essa expressão do inglês coloquial, um cumprimento traduzido como 'Qual é?' em português, foi escolhida para batizar a plataforma de troca de mensagens em tempo real que transformou-se, mais uma vez, em um protagonista nesta polêmica eleição brasileira, que tem acirrado os ânimos e ampliado a polarização ideológica no país. Atualmente com mais de 120 milhões de usuários no Brasil, o WhatsApp está no centro de uma polêmica que pode abalar o rumo da corrida presidencial, tão marcada por fake news, discurso de ódio, agressões e pouco (ou quase nenhum) debate programático.

De acordo com matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, na edição de quinta-feira, empresas que apoiam a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) estariam pagando pelo serviço de disparo de mensagens contra o PT, partido de seu concorrente Fernando Haddad, pelo WhatsApp -- a prática estaria recheada de ilegalidades. A reportagem aponta que há contratos altos, com valores que podem chegar a R$ 12 milhões.

A prática, conforme lembra o jornal, é ilegal, pois, se confirmada, trata-se de doação de campanha vedada por lei e, evidentemente, não declarada à Justiça Eleitoral -- ou caixa dois.

Ainda segundo o jornal, as empresas de marketing digital se valem da utilização de números no exterior para enviar centenas de milhões de mensagens, burlando as restrições que o WhatsApp impõe a usuários brasileiros.

As atividades envolvem o uso de cadastros vendidos de forma irregular. A legislação eleitoral só permite o uso de listas elaboradas voluntariamente pelas próprias campanhas. O financiamento empresarial de campanha também é proibido.

O candidato do PSL, que lidera as pesquisas e diz estar com uma 'mão na faixa', nega qualquer irregularidade. "O PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela verdade", afirmou.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), analógico na guerra contra esse verdadeiro tsunami de mentiras que varreu a eleição, decidiu -- por meio de sua corregedoria -- nesta sexta-feira abrir uma ação para investigar a denúncia.

O PT pediu a inegibilidade para Bolsonaro e o PDT a anulação do primeiro turno da eleição, além de outros pedidos. É importante que as denúncias sejam investigadas pelo MP e Polícia Federal, com absoluto rigor. Até aqui, o aparato brasileiro tem mostrado-se completamente perdido no combate às fake news. O eleitor brasileiro, tão castigado, questiona o TSE: What's up? Com a palavra, a Justiça Eleitoral..

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