Viver

poderosos rappers

Por Paula Maria Prado@paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 2 min
Negra 'Tempestade' Li
Negra 'Tempestade' Li

Que tal Negra Li na pele da mutante Tempestade, de X-Men? E se o Pantera Negra tivesse a cara do Mano Brown ou quando o Homem-aranha tirasse sua máscara, descobríssemos que ele é na verdade Emicida? Na cabeça dos artistas Wagner Loud e Gil Santos, conhecido como Løad Comics, essa mistura é possível.

A dupla é responsável pelo projeto "Rap em Quadrinhos", que consiste em colocar rappers brasileiros em capas de revistas de super-herois.

"Meu canal no YouTube sempre foi focado na união da cultura pop com o rap, duas paixões que tenho. E, em 2016, fui à exposição 'Punk Rock em Quadrinhos', do Wagner Loud. Conversamos um pouco e chegamos a ideia de montar algo com o rap", contou Løad Comics.

"Anos depois, conseguimos alinhar o projeto e começamos a trabalhar nele. O Wagner curte muito rap, assim como eu, e também amamos quadrinhos, então foi uma união fácil", continuou.

NOMES.

São, inicialmente, cerca de 20 artistas selecionados, e alguns deles já foram revelados em seus personagens e suas capas nas redes sociais da dupla.

Além dos já citados, ganharam forma em desenho D2 e BNegão, Karol Conká, Drik Barbosa, Sabotage, RZO, Ogi, Thaíde e DJ Hum, Rincon Sapiência, Edu Taddeo, MC Black Alien, Stefanie, Criolo, Dina Di, KL Jay, MC Marechal, Kamau e MV Bill.

A dupla fez um verdadeiro estudo, em que pegou a referência das letras das músicas e traçaram um paralelo com s HQs.

"Os artistas adoraram já que no Brasil ainda não tinha algo parecido. A galera daqui precisa valorizar nossos heróis do rap nacional, no rap gringo vive rolando essas homenagens, mas faltava algo aqui. Então conseguirmos unir", afirmou o youtuber.

Mostra.

Quem estiver por São Paulo, pode conferir uma exposição com o material impresso. Será na Central Panelaço (rua Conselheiro Carrão, 451, Bela Vista).

As ilustrações são vendidas a R$ 20 cada e o pôster tem formA3 (297 x 420mm).

A renda do evento será revertida para o coletivo Imargem, uma iniciativa que promove arte acessível e politizada ressignificando lixo, espaço e fronteiras..

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