Considerado o maior polo de cerâmica de alta temperatura da América Latina, a Estância Climática de Cunha realiza a partir desta quinta-feira (11), o 12º Festival de Cerâmica.
Para esta edição, estão programadas mais de 30 atividades entre palestras, workshops, apresentações, competições, aberturas de fornadas e exposições individuais e coletivas na sede do instituto, nos ateliês e em demais espaços da cidade.
Sexta (12) e sábado (13), das 11h às 23h, e domingo (14), das 10h às 18h, haverá uma feira na Praça da Matriz, com a participação de ceramistas locais e de outras cidades. Os artistas irão apresentar e comercializar seus trabalhos e também executar na frente do público formas de modelagem, pinturas e queimas do tipo raku (técnica cerâmica originária do Japão no séc. 16).
O local será também palco de shows (Duo Manacá da Serra e Giliard Fagundes), apresentações de capoeira e barracas de alimentos e bebidas.
Destaque.
O momento mais esperado da festa é a abertura de fornada, que ocorrerá no domingo às, 10h. Nela, será possível conferir o resultado da queima coletiva de vários ceramistas do atelier Aldea Terras de Cunha.
O evento, uma iniciativa do ICCC (Instituto Cultural da Cerâmica de Cunha), conta com apoio da Secretaria de Turismo e Cultura e segue até 3 de novembro.
História.
Cunha tornou-se polo de cerâmica porque, na década de 1970, ceramistas se instalaram na cidade. Eles utilizavam a técnica de queima chamada noborigama e, ao longo desses 40 anos, formaram novas gerações de ceramistas e atraíram muitos artistas que empregam outras técnicas e estilos.
Por conta dessa atuação, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou o Projeto de Lei 7772/17, que confere a Cunha o título de Capital Nacional da Cerâmica.