Ideias

A NOBREMISSÃO DE ENSINAR

Por Profa. Dra. Nara Lúcia Perondi FortesPró-reitora de Graduação da UNITAU |
| Tempo de leitura: 1 min

O que significa ser professor(a) no tempo histórico em que vivemos? No país e nas condições socioeconômicas em que vivemos? Bem, muitas podem ser as respostas, mas todas elas passam por uma premissa que é constitutiva do fazer docente: professorar só é possível para quem gosta de gente. E gostar de gente, no contexto do trabalho do professor, significa trabalhar todos os dias estudando, discutindo, elaborando e criando maneiras de fazer com que os alunos aprendam aquilo que consideramos importante para que eles sejam felizes, bem sucedidos, independentes, boas pessoas. Afirmar que é preciso gostar de gente significa dizer, também, que não basta saber um conteúdo para ser professor(a). Os conteúdos estão nos livros e nos vídeos da internet e podem ser acessados sem, necessariamente, ter a figura docente ao seu lado. Partindo dessas questões, sugiro uma reflexão: um(a) professor(a) de qualidade, aquela figura inesquecível (toda pessoa escolarizada tem na memória um(a) professor(a) inesquecível), é mais do que um "passador de conteúdo", é sempre uma figura que marca pela sua humanidade, caracterizada pela maneira como faz os conteúdos terem sentido para a "vida real". É a profissão que trata de ensinar humanidade aos alunos, para que eles, nas palavras de Hannah Arendt, possam crescer e se responsabilizar pelo mundo. Isso requer que professores sejam seres que se responsabilizam pelo mundo em que vivemos e que gostem gente a ponto de dedicar a vida para que sejam melhores para todos nós e para elas mesmas. Isso é, na essência, professorar..

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