O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai apresentar a denúncia contra o presidente Michel Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures por volta do dia 26 deste mês, e não mais na próxima segunda-feira, dia 19, como estava previsto inicialmente.
A mudança de data se deve à decisão do ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), que, no início da semana, concedeu mais cinco dias de prazo para a Polícia Federal concluir o inquérito sobre a denúncia do empresário Joesley Batista, do grupo JBS. Com isso, Janot terá um tempo extra para concluir a acusação formal contra o presidente e Loures, que foi assessor do presidente.
Pela lei, depois da prisão de um investigado, a PF tem 10 dias para encerrar um inquérito, e o Ministério Público cinco dias, depois da conclusão da investigação, para oferecer denúncia. Loures foi preso pela PF no último dia 3.
Os prazos são contados a partir do momento em que cada instituição recebe os autos.
Com a prorrogação autorizada por Fachin, a data limite foi ampliada. Com isso, a Procuradoria terá mais prazo até formular a acusação entre os dias 23 e 26, a depender do momento em que receber o relatório final da PF.
Janot já disse a integrantes da equipe que não há pressa para encerrar esta primeira parte das investigações sobre Temer e Loures. Para ele, o importante é consolidar as informações relevantes e entregar ao STF um trabalho consistente.
Com a alteração dos prazos, Janot terá tempo suficiente para incluir a íntegra do relatório da PF na denúncia. O relatório deverá contar com importantes depoimentos, entre eles o do operador Lúcio Bolonha Funaro e o de Joesley Batista, além da perícia das gravações..