Ideias

TEMPOSSOMBRIOSEM SÃO JOSÉ

Por Micael Rodrigo de Oliveira SilvaEx-aluno do Colégio Embraer |
| Tempo de leitura: 1 min

Nossa região corre o risco de uma vez mais vivenciar a situação de penúria da década de 1990 com o que parece ser o futuro acordo da antiga Empresa Brasileira de Aeronáutica, hoje simplesmente e mais palatável ao investidor (estrangeiro) Embraer SA., com a norte-americana Boeing. Sob o aval de um governo federal questionável, tudo parece apontar para a criação de uma empresa com controle da Boeing para assumir a divisão de jatos comerciais da brasileira numa resposta à similar aproximação de Airbus e Bombardier. É bem verdade que pouco a pouco a Embraer vem expandindo sua estratégia de ser uma "empresa global" (v. a sutil mudança do nome).

Tanto a pouco lucrativa divisão de jatos executivos como a divisão de Segurança e Defesa, extremamente dependente de recursos do governo para projetos militares, são hoje asseguradas pela geração de caixa mais estável do mercado de jatos comerciais. Assim, a empresa restante, além de sofrer drástica redução de faturamento, viria a enfrentar sérios problemas na geração de caixa. Sob o pretexto de garantir diversidade e a sustentabilidade do projeto, o Instituto Embraer de Educação e Pesquisa anunciou a destinação já em 2019 de 20% das vagas nos Colégios Embraer para alunos pagantes. Deixa assim de resgatar 64 jovens de escolas públicas e de famílias carentes com uma educação de qualidade. Assim, parece nos deixar pressentir o que poderá a vir: uma grande leva de demissões que jogará a região numa crise farsesca, mas que não deixará de afetar a vida de milhares de nós..

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