A americana JetBlue Airways conseguiu um desconto de até 72% na compra da Airbus, segundo o Serviço para Investidores da agência Moody’s.
A companhia aérea vai pagar cerca de US$ 1,4 bilhão a US$ 1,7 bilhão por 60 jatos Airbus A220-300, ou entre US$ 23 milhões e US$ 28 milhões por avião, disse o analista Johathan Root, da Moody’s, em relatório divulgado nesta sexta-feira.
Ele citou estimativas de especialistas e descontos tipicamente praticados em grandes encomendas. Segundo o analista, o valor representa um desconto de até 72%.
“Como para a maioria das empresas aéreas, acreditamos que a decisão foi tomada com base no menor custo total, porque os aviões de corredor único (narrow-body) fabricados pela Airbus e pela Boeing têm capacidade e custos operacionais similares para a maioria dos operadores”, explica Root.
A compra de 60 jatos pela JetBlue em substituição aos jatos Embraer, anunciada no último dia 10 de julho, foi a primeira fechada desde que a Airbus adquiriu o controle do programa C-Series da canadense Bombardier, principal concorrente da Embraer, e rebatizou o avião como A220. Embora descontos relevantes sejam comuns em compras de aviões, os detalhes sobre os preços são geralmente confidenciais.
A JetBlue não comentou os termos da negociação. E a Airbus não fala sobre acordos confidenciais fechados com clientes, disse um porta-voz da companhia.
Em teleconferência com investidores, Steve Priest, diretor financeiro da JetBlue, disse que a parceria entre Airbus e Bombardier não foi o principal fator que levou a companhia a escolher as aeronaves da Airbus, em detrimento da Embraer.
Segundo ele, a decisão foi difícil, mas que fatores como margens, flexibilidade e a sinergia dos novos aviões com a rede da empresa foram chave para decidir pela compra.
Em comunicado logo após confirmar a compra de 60 aeronaves da Airbus, a empresa ressaltou a importância dos jatos da Embraer --a JetBlue opera 65 aviões da fabricante brasileira-- nas atividades da empresa desde 2005, mas que o avião da Airbus permitirá reduzir os custos nos próximos anos.