Viver

sempre há tempo

Por Da Redação@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min

Vivian, Diane, Sharon e Carol são apenas mulheres na casa dos 60 anos dispostas a passar um tempo juntas e estimular a mente com um pouco de leitura e bate-papo... Mas então conhecem Christian Grey.

O protagonista sedutor de gostos sexuais "peculiares" da trama "Cinquenta Tons de Cinza" - obra literária de E.L.James, adaptada para o cinema - abala as estruturas da mulherada na comédia "Do jeito que elas querem", em cartaz nos cinemas da região.

"Se fosse para transarmos nesta fase, Deus não faria isso com nosso corpo", crava a hilária personagem vivida por Candice Bergen. Além dela, estão no elenco, Diane Keaton, Jane Fonda, Mary Steenburgen, Andy Garcia, Don Johnson, Alicia Silverstone e Richard Dreyfuss.

Cada personagem do quarteto tem seu papel bem definidona trama: a juíza, a empresária, a dona de casa e a viúva.

O filme é o primeiro longa-metragem dirigido por Bill Holderman e seu grande acerto foi que ele parece ter conseguido fazer o público rir com as protagonistas e não delas.

Ainda que seja uma comédia, a trama oferece um sensível olhar sobre relacionamentos amorosos na terceira idade. Obviamente, a crítica questiona a romantização de relacionamentos abusivos como o de Grey e Anastasia Steele.

"O filme é sobre amizade, sexo, envelhecimento e principalmente sobre mulheres", afirmou Jane Fonda em entrevista ao "The Upcoming". "Ninguém precisa ser sexual depois de certa idade, mas essa decisão cabe a nós. Por outro lado, meu personagem vê suas amigas desistindo e seu papel é falar: vamos levantar das cadeiras e nos divertir. Nunca é tarde!", continuou.

Bastidores.

Não foi fácil tirar o longa do papel. Executivos gostavam da história, mas exigiam que fossem contratadas atrizes jovens.

"A sociedade tem uma visão enviesada em relação ao gênero. É completamente aceitável que um homem mais velho namore uma mulher mais nova, mas o contrário é tabu. A pressão foi grande para o filme ficar mais jovem, mas batemos o pé para lançá-lo dessa forma", explicou o diretor à "Folha de S.Paulo".

Parece que a insistência valeu à pena: com baixo orçamento (US$ 10 milhões, cerca de R$ 37 milhões), o filme rendeu US$ 58 milhões (R$ 222 milhões) em três semanas nas bilheterias norte-americanas..

Comentários

Comentários