O prefeito de Ubatuba, Délcio Sato (PSD), assinou na tarde desta segunda-feira, 28, um Decreto declarando situação de emergência na cidade. Segundo a prefeitura, a situação foi firmada por conta dos efeitos da greve dos caminhoneiros.
O documento prevê a criação do Comitê de Gerenciamento de Crise no Gabinete do Prefeito, que tem como função função é propor e adotar todas as medidas preventivas ou reparadora, administrativas e judiciais visando a manutenção dos serviços públicos essenciais à população. O órgão é composto pelo prefeito, chefe de gabinete, e pelos secretários municipais das seguintes pastas: Administração, Assuntos Jurídicos, Fazenda, saúde, Segurança Pública e Comunicação.
O prefeito afirmou que a medida foi necessária para garantir a manutenção dos serviços públicos essenciais. “Estamos tomando todas as providências para que os serviços básicos de atendimento à população sejam afetados o mínimo possível. Nossa equipe está trabalhando para encontrar soluções temporárias até que a situação normalize, por isso, contamos com o poio e compreensão dos cidadãos nesse período difícil”, afirmou Sato.
Serviços
Até quarta-feira, 30, as escolas municipais e creches funcionam normalmente. Nesta data, a situação será revista, pois será preciso avaliar o abastecimento de gás de cozinha e mantimentos para oferecimento da merenda.
A Secretaria de Saúde informou que está atendendo somente pacientes da hemodiálise e situações de emergência, além de pacientes oncológicos de quimioterapia e radioterapia. Para os demais pacientes, exames e cirurgias eletivas, os serviços de transporte ainda estão suspensos.
O SAMU permanece com plano emergencial – a central de regulação está liberando apenas para casos graves emergenciais.
O transporte público, fornecido pela empresa VerdeBus, continua operando com a frota reduzida, circulando nos horários de domingo e feriados. A frota possui combustível para atender à população nestas condições somente até sexta-feira, 01 de junho.
A coleta de lixo está operando com frota reduzida desde segunda-feira (28). O transporte de materiais para o aterro foi suspenso, assim como o andamento de obras por falta de logística, material, equipamentos e combustível.