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Greve dos petroleiros é 'política', garante presidente da Petrobras

Por Cristina Indio do BrasilAgência Brasil |
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Crise. Caminhões de combustíveis escoltados pelo Exército por conta da paralisação em todo o país
Crise. Caminhões de combustíveis escoltados pelo Exército por conta da paralisação em todo o país

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, classificou nesta terça-feira como "política" a paralisação de 72 horas dos petroleiros, anunciada para esta quarta-feira. Parente disse que o movimento não apresentou uma pauta reivindicatória e que houve um acordo, no ano passado, com vigência de 24 meses, incluindo reajuste salarial.

"Houve uma convocação de greve por parte de alguns sindicatos para três dias a partir de amanhã (hoje). Não existe pauta reivindicatória porque a pauta reivindicatória é muito mais de natureza política do que propriamente uma pauta de caráter de vantagens incluindo remuneração", afirmou Parente, ao participar de uma teleconferência com investidores e analistas de bancos.

Ele também disse que a política de preços da companhia será mantida e acrescentou que o governo federal entende a relevância de manter a equação econômica dessa política.

ADVERTÊNCIA.

A FUP (Federação Única dos Petroleiros) disse que a paralisação é advertência em defesa da redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis. Também há críticas à gestão de Parente. A entidade destacou que a advertência é uma etapa das mobilizações que os petroleiros, decisão aprovada em âmbito nacional. Na tarde desta terça seis entidades sindicais anunciaram apoio à paralisação dos petroleiros: CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Força Sindical, a UGT (União Geral dos Trabalhadores), a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), a Nova Central e a CSB (Central dos Sindicatos do Brasil)..

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