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Falta de novos imóveis pode aumentar preço em 30%

Por Xandu Alves |
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Raio-x. Vista aérea do Jardim Aquarius, bairro situado na zona oeste de S. José dos Campos; condomínios de alto padrão estão em queda
Raio-x. Vista aérea do Jardim Aquarius, bairro situado na zona oeste de S. José dos Campos; condomínios de alto padrão estão em queda

A falta de lançamento de novos loteamentos em São José dos Campos vai impactar no preço dos imóveis, nos próximos meses, com o gradual reaquecimento da economia. O valor das unidades pode subir até 30%.

Levantamento do Secovi (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis) mostra que São José não teve projetos aprovados nos dois últimos anos. Em 2014, foram apenas três aprovações.

Os construtores culpam a atual Lei de Zoneamento, considerada restritiva, pelo baixo número de novos loteamentos. A exceção são moradias para atender o programa 'Minha Casa, Minha Vida', do governo federal, que beneficia famílias de baixa renda.

Entre maio de 2014 e abril deste ano, foram lançadas 4.871 novas unidades em São José, com 2.757 delas vendidas no período de 36 meses. Dos 2.114 imóveis restantes, 1.377 (65,13%) são para atender o programa, com unidades de dois dormitórios econômicos.

Nas contas do Secovi, São José demanda cerca de 4.000 novos imóveis por ano, e tem estoque para suportar cerca de oito meses. "Os preços podem explodir por falta de oferta", disse Frederico Marcondes César, vice-presidente do Interior e diretor regional do Secovi, no Vale do Paraíba.

POUCAS VENDAS.

Segundo ele, a retração econômica e o endurecimento das regras para obtenção de crédito derrubaram as vendas no setor imobiliário.

"O desemprego gerou insegurança para os investimentos. Muitos deixaram de comprar. O financiamento bancário também recuou. Os bancos ficaram mais seletivos e o crédito, mais difícil", disse Frederico.

Porém, ele espera que a economia reaja nos próximos meses e que a procura por novos imóveis aumente em São José, o que irá esbarrar na falta de novos lançamentos.

"Não temos projetos acima da faixa do 'Minha Casa, Minha Vida', para as classes média e alta. Se a Lei de Zoneamento não mudar, vão faltar novos imóveis na cidade e isso provocará aumento do preço. É a lei de oferta e procura", afirmou Frederico..

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