A crise envolvendo o presidente Michel Temer repercutiu na agenda do governo para as reforma da Previdência e Trabalhista.
O relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 287/2016, chamada PEC da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), afirmou por meio de nota, que 'não há espaço' para avançar no tema.
Em tramitação na Câmara, o governo federal estava articulando para conseguir os 308 votos necessários para votá-la no final de maio ou o início de junho. Na nota, Maia diz que, após vazamento da delação premiada dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, "passamos a viver um cenário crítico, de incertezas".
Segundo ele, 'certamente, não há espaço para avançarmos com a reforma da Previdência no Congresso Nacional nessas circunstâncias".
"É hora de arrumar a casa, esclarecer os fatos obscuros, responder com verdade a todas as dúvidas do povo brasileiro, punindo quem quer que seja, mostrando que vivemos em um país em que a lei vale para todos", concluiu o relator.
TRABALHO.
Nesta quinta-feira, o relator da reforma Trabalhista no Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), também disse que não há mais clima para a votação do projeto. Na nota, Ferraço diz que a crise institucional é tão grave que a reforma trabalhista se tornou 'secundária'.
Ferraço, que é o relator da reforma trabalhista nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, previa a votação do texto no plenário da Casa entre 12 e 15 de junho.
"Na condição de relator do projeto, anuncio que o calendário de discussões anunciado está suspenso. Não há como desconhecer um tema complexo como o trazido pela crise institucional. Todo o resto agora é secundário?, diz a nota. .