A mulher que foi sequestrada e estrupada depois de chamar um aplicativo de transporte na região leste de São José dos Campos será ouvida pela Delegacia da Mulher (DDM) na tarde desta segunda-feira (06). A Polícia Civil vai investigar o caso com as equipes da DDM e da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
"Como ela fez a oitiva no 3º DP no sábado, hoje vamos ouvi-la para saber os detalhes do caso e dar continuidade a investigação com base nas informações", afirmou Wania de Oliveira, delegada da DDM.
Segundo ela, a equipe já está se mobilizando para conferir câmeras de segurança por onde a vítima e o agressor passaram para poder identificar o criminoso. "Também será importante fazer o retrato falado e divulgar, assim podemos divulgar e alguém pode reconhecê-lo".
O crime aconteceu às 22h30 da noite de sexta-feira (03), quando a mulher chamou um aplicativo de transporte para ir à casa da mãe. Ela estava em uma casa na região leste, acompanhada da filha de 3 anos.
Quando o carro chegou, a mulher embarcou com a filha, sem suspeitar de que o verdadeiro motorista do veículo estava amarrado e preso no porta-malas do carro.
Após cerca de 5 minutos, o falso motorista apontou uma arma para a mulher e anunciou um assalto. Mas ele não queria apenas os pertences dela. A vítima passou a madrugada inteira com o assaltante que obrigou a mulher a andar de carro com ele por várias cidades da região, passando por São José, Jacareí, Caçapava e Taubaté.
Às 6h deste sábado, num local ermo de São José, que a mulher, traumatizada, não conseguiu identificar, o bandido parou o carro e disse a ela que, se quisesse sair com vida, teria que ter relação sexual com ele. A filha de 3 anos estava no veículo.
Ela foi estuprada e depois libertada pelo criminoso, que deu R$ 50 para ela pedir o transporte. O carro usado por ele também foi abandonado.
O motorista que estava preso no porta-malas também será ouvido pela Polícia Civil nesta tarde.