O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), tirou do juiz Sérgio Moro, três casos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que tiveram origem nas delações premiadas de executivos e ex-funcionários da Odebrecht.
Um diz respeito ao suposto tráfico de influência do ex-presidente em negociações na Angola. O pedido de investigação te origem nos depoimentos da Odebrecht.
Fachin determinou a remessa das provas referentes a esse caso para a Justiça Federal do Distrito Federal, por se tratarem "de fatos que supostamente se passaram na capital da República."
Os outros dois casos tratam de uma suposta atuação de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em favor da liberação de recursos do BNDES para construção de usinas hidrelétricas em Rondônia, e de um suposto pagamento de 'mesada' da Odebrecht a José Ferreira da Silva, o Frei Chico, líder sindical e irmão de Lula.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a retirada dos processos de Moro, alegando que guardam relação com as investigações da Lava Jato conduzidas no Paraná. À época em que os casos foram remetidos a Sérgio Moro, no início de abril, o ex-presidente Lula negou qualquer ilegalidade, afirmando que as acusações eram 'frívolas' e 'sem nenhuma materialidade'..