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DILEMAS DA MULHER MODERNA NA TELA

Por Paula Maria Prado@paulamariaprado |
| Tempo de leitura: 2 min

"O que faz uma mulher ter vontade de fazer sexo?" "Tesão!" "E o que faz uma mulher ter tesão? É o cara ser parceiro, o cara ser legal. Para eu ter tesão em você à noite, você tem que ter sido legal o dia inteiro comigo. Tem que ter me ajudado nas tarefas do dia a dia. Eu não consigo simplesmente ter tesão em você à noite e abstrair de tudo isso e gozar!".

A fala pesada de Rosa, personagem de Maria Ribeiro, dá o tom de "Como Nossos Pais", novo filme de Laís Bodanzky, que estreia nesse final de semana nos cinemas da região.

O longa - cheio de falar do tipo - promete pôr homens e mulheres para pensar, além de ter conquistado a crítica. Premiado em junho como Melhor Filme no Cinema Brasileiro em Paris, levou no último sábado (26) alguns dos principais prêmios do Festival de Gramado, um dos mais tradicionais do país: Melhor Filme, Melhor Direção (Laís Bodanzky), Melhor Atriz (Maria Ribeiro), Melhor Ator (Paulo Vilhena), Melhor Atriz Coadjuvante (Clarisse Abujamra) e Melhor Montagem (Rodrigo Menecucci).

"Estamos todos - elenco e equipe - muito felizes. E eu em especial fico muito contente de o festival reconhecer a mulher na direção; um discurso feminino na tela; e um filme que fala da mulher contemporânea em um tema tão atual nos dias de hoje. Fico muito orgulhosa de representar as mulheres do audiovisual. Somos tantas mas, ao mesmo tempo, poucas no espaço do discurso. Fico orgulhosa de representar todas elas", afirmou Laís ao receber o prêmio.

TRAMA.

O filme acompanha a vida de Rosa, uma mãe de família que tenta dar conta de suas obrigações como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Filha de intelectuais dos anos 1970 e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna e onipresente, ou seja, uma "supermulher".

Até que, em um almoço de domingo, recebe uma notícia de sua mãe: não é filha daquele que ela sempre acreditou ser seu pai. E, a partir desse episódio, Rosa inicia uma redescoberta sobre si mesma.

O longa trata de temas universais. "Recebi comentários positivos e muitas pessoas vieram me falar que a história poderia ser vivida por famílias de qualquer nacionalidade", afirmou em nota a diretora.

O longa ainda foi bem recebido na Suíça, França, Grécia, Turquia, Benelux (Bélgica, Holanda, Luxemburgo), Espanha, Taiwan, Polônia e China..

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