Renato Russo, líder da cultuada Legião Urbana, ainda hoje é reconhecido por suas preciosas letras. Mas, mais do que poeta da MPB, ele era desenhista, cinéfilo, leitor voraz, roteirista, colecionador... Entre tantas outras facetas agora reveladas em exposição no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo.
Na mesma linha da mostra sobre David Bowie, "Renato Russo - Exposição" propõe uma imersão na obra do artista. São cerca de1.000 itens distribuídos em nove seções, incluindo objetos pessoais, peças do vestuário, discos, manuscritos, fotos, documentos, instrumentos musicais e fanzines.
"Giuliano Manfredini nos procurou em 2014 porque ele queria fazer uma exposição com acervo do pai dele. Tínhamos acabado de fazer a exposição do Bowie, e isso acabou servindo de referência para que ele começasse a pensar na exposição de Renato Russo", contou, em vídeo publicado pelo museu, Patrícia Lira, supervisora do Cemis (Centro de Memória e Informação).
O acervo, aliás, veio diretamente do apartamento do músico no Rio de Janeiro, onde o artista morou nos últimos anos de sua vida - Russo morreu em 1996, por complicações decorrentes da Aids.
Manfredini concedeu ao MIS total acesso ao apartamento de seu pai (há 20 anos intocado) confiando à equipe do museu sua catalogação, conservação e adaptação para a exposição.
"Num primeiro momento nós fomos ao Rio para fazer uma identificação do que seria esse acervo. Depois o trouxemos para São Paulo para então fazer um reconhecimento aprofundado e sua conservação".
A mostra conta com curadoria de André Sturm, ex-diretor do MIS, e segue até 28 de janeiro de 2018. O museu fica na Av. Europa, 158, Jd. Europa. Entradas a partir de R$ 12..