Radicado há 30 anos no Brasil, o baixista panamenho Edwin Pitre traz a Ilhabela nesta sexta-feira (22), uma fusão de ritmos: samba-rock, son cubano, cha-cha-cha, salsa, merengue e cúmbia.
É ele, acompanhado de seis músicos, que abre a quarta edição do Ilharriba! Una Fiesta Latina, que segue até o domingo (24) e promete não deixar ninguém parado.
Sucesso de crítica e público, com a média de 6.000 pessoas por noite, o evento é a menina dos olhos de Beto Campos, diretor da RCS Music, produtora do evento.
"O Ilharriba! não é um projeto de entretenimento. Ele tem um cunho cultural com desdobramento social. Um dos focos é a formação de plateia, a possibilidade de se conhecer outros países através da música de qualidade", afirmou ele.
Serão, ao todo, 11 shows, 130 artistas de diversos países e mais de 18 horas de música na praça Coronel Julião, no Centro Histórico.
PROGRAMAÇÃO.
Além de Edwin Pitre e Son Caribe, estão na agenda do dia Rumba D'Akokan, grupo formado por músicos cubanos e brasileiros.
No dia 23, La Orkestra K sobe ao palco. Formada por jovens músicos de diferentes nacionalidades (Cuba, Chile, Colômbia, Argentina e Brasil), ela se propõe a interpretar músicas de sucesso na América Latina, algumas para dançar juntinho: forró, maxixe e bolero.
Na sequência, banda Azúkar, Mambo Jam Sessions. Este último, trazendo todo o ritmo e glamour dos anos 1950 e 1960 de Nova York, berço da salsa e das grandes orquestras de mambo e rumba.
Fechando a "fiesta", Baianos Tocam Baianos (quatro músicos que compartilham, além da amizade, duas paixões: a música e a Bahia) e o Timba Havana (que apresenta o timba, ritmo considerado a "evolução da salsa".
"A parte mais difícil dos festivais é você ter a sensibilidade de captar aquilo que vai sensibilizar o público, vai tocar o coração de quem está lá para bailar. É preciso fazer a audição de vários artistas, cada um com sua própria característica de criação, poesia, melodia. E fazer um balanceamento a cada dia do evento", disse.
FUTURO.
Idealizado para ser um festival internacional de música latina, o Ilharriba! deve acontecer nos próximos anos também em Havana, Lisboa, Miami e Buenos Aires.
"Produzir um festival internacional leva tempo. Em Cuba, estamos trabalhando há dois anos, e o evento deve acontecer a partir de 2019", afirmou Campos. "Eu poderia ter realizado antes, se não vivêssemos em um dos países mais corruptos do mundo. Isso atrapalhou todo o nosso processo de exportação".
Incluído no calendário oficial de eventos da ilha, o festival terá de dar conta de novos desafios: além de ampliar a média de 8.000 pessoas na plateia por noite, os organizadores sonham com, em breve, edições no Rio e em São Paulo..