O senso comum do eleitorado (e dos candidatos, principalmente!) diz que se pesquisa ganhasse a eleição não era preciso realiza-la. Bastaria contratar um instituto de pesquisa. Mas os cientistas políticos afirmam que elas influenciam. Na prática elas acertam e erram em percentuais mas apontam a tendência do momento. O certo é que o eleitor(a) comparece às urnas eletrônicas para exercer a soberania popular da democracia acreditando e pondo fé que o seu voto será decisivo.
O fato, como disse Barack Obama, é que toda eleição tem consequência. Isto porque existe o Brasil eleitoral e o Brasil real. Nesta campanha política por terminar discutiu-se muito o Brasil eleitoral mas pouco o Brasil real. E, notadamente o presidente da República eleito, vai ter de enfrenta-lo quando assumir o Palácio do Planalto, em Brasília.
Uma dívida pública que já atinge 3,78 trilhões de reais. Portanto, uma crise fiscal sem precedentes que precisa ser debelada com reformas estruturais de difícil aprovação no Congresso Nacional e até por contestação pelas corporações no Poder Judiciário. Um sistema educacional bacharelesco que precisa de pesados investimentos em educação básica, a começar pela infantil. A saúde pública precisando atualizar a tabela do SUS (Sistema Único de Saúde). A infraestrutura ausente ou sucateada que impede o crescimento econômico.
Enfim, o Brasil real aguarda pelo resultado do Brasil eleitoral de 7 de outubro com possível conclusão no segundo turno de 28 de outubro..