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Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 3 min
Guedes, testagem e exportação
Guedes, testagem e exportação

A pandemia do coronavírus derrubou a exportação de aviões e impactou a balança comercial do Vale do Paraíba, que tem nas aeronaves o segundo item mais vendido ao exterior neste ano, com 12% da totalidade.

A região exportou US$ 532,1 milhões em aeronaves de janeiro a julho deste ano contra US$ 1,73 bilhão em igual período do ano passado, uma retração de 69%, segundo dados do Ministério da Economia.

Com isso, os Estados Unidos, maiores importadores de aviões, se tornaram o país entre os 10 mais importadores dos produtos do Vale com a maior queda nas compras neste ano, principalmente pelos impactos da pandemia.

As exportações da região para os americanos caíram 64% nos sete meses do ano na comparação com o mesmo intervalo do ano passado: US$ 1,98 bilhão para US$ 716,6 milhões.

A China fez o caminho inverso e aumentou a importação de produtos do Vale em 20%, passando de US$ 1,08 bilhão para US$ 1,29 bilhão.

O número fez o país asiático consolidar a liderança no ranking das exportações da região, superando os Estados Unidos, que lideraram até março deste ano, quando a pandemia começou a se alastrar com mais força no país.

Atualmente, os Estados Unidos lideram os números da Covid-19 no mundo, com 5,2 milhões de casos e 166,7 mil mortes. O Brasil vem em segundo, com 3,1 milhão de casos e 104,2 mil óbitos.

CHINA.

Considerado um dos países que melhor controlou a epidemia do coronavírus, a China --84,8 mil casos e 4,6 mil mortes-- aumentou a participação na totalidade das exportações da RMVale de 17% no ano passado, de janeiro a julho, para 29% neste ano, em igual período --alta de 70,5%.

Os americanos fizeram o caminho inverso e caíram de 32% para 16% do total das vendas das empresas da região.

Os números negativos dos americanos ajudaram a derrubar as exportação do Vale, que caíram 30% de janeiro a julho deste ano ante o mesmo período de 2019.

Em sete meses, a região exportou US$ 4,39 bilhões neste ano contra US$ 6,24 bilhões em 2019.

O Vale alcançou um superávit na balança comercial de US$ 1,62 bilhão em 2020, bem abaixo do saldo do ano passado, de US$ 2,71 bilhões.

A queda foi de 40%.

MAPA.

No geral, entre os 20 países que mais compraram produtos do Vale em 2020, oito nações reduziram as importações, maior parte delas em razão da crise provocada pelo coronavírus, que derrubou os mercados globais de diversos produtos, como aviões, automóveis e máquinas e equipamentos, por exemplo.

O Chile corou 77% das importações, seguido dos Estados Unidos (-64%), Alemanha (-54%), França (-45%), Bélgica (-43%), Argentina (-30%), Paraguai (-23%) e México (-4%).

Esse grupo de países foi responsável por 51% do total das exportações do Vale entre janeiro e julho de 2019, percentual que caiu para 31% neste ano, uma redução de 39%.

Na contramão, 12 países ampliaram a compra de produtos do Vale em 2020, com destaque para Kiribati, que saiu de zero para US$ 35,8 milhões, a Suíça (US$ 831 mil para US$ 100,4 milhões) e Portugal, que subiu de US$ 1,87 milhão para US$ 146,5 milhões.

Esse grupo de 12 nações ampliou a participação no total das exportações do Vale de 28% para 60% --114% de alta.

Na cesta dos 10 produtos mais vendidas pelas empresas do Vale, nove itens reduziram as exportações em 2020 ante 2019, principalmente as aeronaves (-69%), reatores (-66%) e máquinas e aparelhos (-28%). Os automóveis caíram 14%..

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