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Especialistas ressaltam cuidados para redes sociais e relacionamentos em tempos de quarentena

Por Marcos Eduardo Carvalho@marcosovale78 |
| Tempo de leitura: 3 min
Relacionamentos
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A quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus acelerou diversas transformações -- acredita-se que coisas que levariam anos para consolidar-se foram antecipadas, como delivery, compras online, home office. E, neste campo, também entra o flerte, a paquera, o 'match', os novos relacionamentos.

Esses tempos difíceis impõem também um desafio aos solteiros. Sem festa, sem poder sair de casa para se encontrar com as outras pessoas, como fica a vida afetiva, aquela paquera?

Ter quer ficar em casa durante este período certamente não está sendo fácil. E muitos aproveitam o momento para ampliar os relacionamentos virtuais, através dos aplicativos de encontros e até aplicativos de mensagens instantâneas.

Em outras palavras, o sexo virtual é uma alternativa para quem não pode, ao menos por enquanto, se encontrar pessoalmente com outra pessoa.

Entre os especialistas em comportamento, esse 'novo normal' é válido, desde que seja feito com equilíbrio. Cris Borges, psicóloga e especialista em medicina sexual em São José dos Campos, destaque que qualquer excesso pode ser prejudicial.

"Excesso de pornografia, excesso de falta de sexo, excesso de moral, excesso de imoralidade, tudo o que é excesso, acaba trazendo uma complicação por ser humano", ressalta.

"Se a pessoa, por exemplo, está consumida de muitas atividades de internet para realização de atividades sexuais, fica comprometendo a energia virtual dela só com sexo. Mas, se é uma coisa equilibrada, não tem problema nenhum", destaca.

Cris Borges lembra que, embora uma relação virtual possa parecer mais 'excitante' por ser idealizada, também cria uma fantasia de algo que não é real e pode causar algum tipo de frustração. "É uma relação virtual. Não é uma relação real. Então, às vezes a expectativa criada é tão grande que, quando for rolar algo virtual, pode vir uma frustração junto", disse.

A especialista, inclusive, nem gosta do termo 'novo normal', pois entende que o relacionamento ao vivo faz parte da natureza humana. "Não pode ser considerado novo normal. A gente está em um momento de espera, de resguardo, mas isso vai sendo afrouxado, já estão sendo. As pessoas estão saindo um pouco mais, as medidas de isolamento estão se afrouxando porque nenhum ser humano consegue ficar sem contato. Às vezes acontece no virtual, mas depois de um tempo de intimidade, rola um encontro real".

CUIDADOS.

A psicóloga clínica Andréa Leão, também de São José dos Campos, chama a atenção para a necessidade do relacionamento entre duas pessoas. E considera válida a alternativa virtual, desde que os cuidados sejam devidamente tomados.

"É necessário entender que, primeiro, essa é uma forma de conhecer pessoas. A gente não tem tanto tempo para estar sentado numa pracinha, conversar com pessoas, conhecer pessoas. Nesse sentido, é muito positivo, pois aproxima pessoas que não poderiam se conhecer se não fossem essas ferramentas", afirma.

"As intenções para o uso dessas ferramentas são vários. E uma delas é sexo, uma necessidade básica do ser humano também. Mas não só sexo. Companhia, romance, o desejo de ter alguém na vida, uma relação estável, duradoura. Esses são alguns dos motivadores que levam as pessoas aos aplicativos", disse Andréa.

Segundo a psicóloga, é possível, de fato, até se apaixonar à distância. "É uma ausência física, meramente. Até porque a presença emocional é o que é mais importa em um relacionamento. E aí pode acontecer, sim, de trocar carícias, mas vias universo virtual", disse, listando os benefícios.

Andréa Leão também lembra que o sexo virtual pode geral prazer, mas é preciso ter sempre muito cuidado e procurar conhecer melhor a pessoa do outro lado. "Com quem eu faço isso, de que forma eu faço isso? Um aplicativo, primeiro encontro virtual, já me coloco em uma situação dessa? Preciso saber que a pessoa pode estar gravando, pode estar colocando em uma rede aberta, que vai mexer com a minha dignidade", orienta..

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