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Brasil ocupa tem 22ª posição em desempenho da economia em lista de 44 países

Por Agência O Globo |
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Avaliação. Apesar do crescimento, região da América Latina ainda sente os efeitos da pandemia
Avaliação. Apesar do crescimento, região da América Latina ainda sente os efeitos da pandemia

Em uma lista com os resultados do segundo trimestre do PIB de 44 países, o Brasil ocupou a 22ª colocação. O país, que teve um recuo de 9,7%, figura ao lado de Alemanha e Tailândia, que tiveram a mesma queda entre abril e junho.

A China, que no trimestre anterior havia tido retração de 10%, agora encabeça o ranking de desempenho econômico, com crescimento de 11,5%. O país asiático foi o primeiro a ser atingido pelo coronavírus e a impor restrições de mobilidade, já no fim de 2019.

A Índia ocupa a segunda posição, com crescimento de 0,7%. Na outra ponta, estão Reino Unido, Tunísia (com queda de 20,4%) e o Peru (recuo de 27,2%).

Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin, que elaborou o ranking, os dados do segundo trimestre devem ser os piores do ano. Para o Brasil, ele projeta uma recuperação a partir do terceiro trimestre. 

"Só por conta do fator estatístico, ainda que o governo não faça nada, algum crescimento vai acontecer no terceiro trimestre porque a base de comparação é baixa. A liberação gradual das atividades vai ter efeitos positivos na atividade econômica. Projetamos 5,3% de crescimento no próximo trimestre e 3,9% no quarto trimestre", afirma.

Mesmo se concretizada a melhoria do desempenho econômico no segundo semestre, a projeção da Austin é de uma recessão de 5,1% neste ano para o país.

Agostini afirma que o Brasil não está numa posição boa no ranking do segundo trimestre, mas considera que algumas medidas rápidas da equipe econômica e do Banco Central mitigaram os efeitos da pandemia.

"O governo agiu rapidamente para tentar manter o fluxo de capital para as empresas, com linhas de crédito especiais com garantia do governo, diferimento de pagamento de impostos federais, o próprio auxílio emergencial e a postergação do IR".

A forte recessão no Peru, segundo ele, pode ser explicada pela quarentena rígida decretada pelo governo local pela alta dependência do país de setores como o turismo ou a exportação de minérios. Já no Reino Unido, a demora do governo em admitir a gravidade da pandemia teria agravado a queda do PIB.

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