Lembro do primeiro dia como DJ numa balada. Eu não fazia ideia do que o futuro me reservava. Mas sempre houve um sentimento otimista. O que eu não sabia e quero dividir com vocês é que podemos usar a preditividade a nosso favor.
O cara que eu trago esta semana para bater um papo, é um renomado especialista em dados e serviço de inteligência de mercado. Aos 44 anos de idade, Marco Marcelino figura como empresário, mentor de alguns figurões, e nas horas vagas exerce a função de DJ como terapia.
Ele afirma que existe um modelo matemático que nossas habilidades podem gerar previsões testáveis. "O futuro pode ser projetado matematicamente e testado. Em outras palavras podemos transformar tudo ao nosso redor", comenta Marcelino.
Segundo o especialista, precisamos pensar de forma analítica e reunir as informações para entender o comportamento das coisas e assim conseguimos prever os próximos fatos.
"No começo você vai se deparar com um bando de dados. Mas ao olhar de forma analítica você consegue criar grupos de informações. Por exemplo: Se você olhar a sua carteira de clientes numa linha do tempo e ao longo de um período, você consegue perceber o tempo médio de compras recorrentes. Com essa informação você pode definir o seu (CAC), custo de aquisição de clientes. Pode investir mais em tipos de clientes iguais aos que te deram mais resultados."
Então para eu ou qualquer um que queira saber como vai ser 2021, é possível?
Como lidar com ocorrências como uma pandemia.
"Não podemos prever muitas coisas. Mas podemos nos preparar a partir dos dados de realidade e tomar decisões mais rapidamente. Qualquer pandemia é triste pelo lado humano das perdas, mas uma oportunidade para rever processos, criar pontos de melhorias ou até se reinventar", diz.
É verdade, temos que ter um olhar para a inovação e buscar melhorar aquilo que já existe. E o que antes fazíamos de maneira empírica hoje podemos acelerar através da tecnologia e mentalidade analítica.
"Sim, a transformação digital nada mais é do que automatizar para humanizar. Usar a tecnologia como ferramenta e não como mecanismo de substituição. Somando a tecnologia com a capacidade de agrupar dados e analisar nos dá uma clara ideia do que temos que fazer", afirmou.
"Muitas coisas que vivemos hoje, como atuar em plataforma ou fazer home office, é presente. Quem vive achando que isso é futuro ainda não entendeu que está vivendo no passado. E quem não pensa o futuro resolve o presente com as ferramentas desse passado"..