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FAKE NEWS

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porquinho
porquinho

Brasil encara duas pandemias. Ambas mortais.

A do novo coronavírus já matou mais de 220 mil brasileiros. A das fake news tem papel preponderante em grande parte desses óbitos, por contribuir com a negação da ciência, o descuido com a higiene sanitária e o combate ao isolamento, e não ao vírus.

O coronavírus só agradece.

A onda negacionista varre o país com o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), sendo o seu principal artífice. Ele coleciona frases e atitudes infelizes e quase criminosas que têm contribuído para que mais e mais pessoas desacreditem do isolamento social, que é considerada a melhor estratégia para conter o vírus, antes da vacina.

A agência de checagem de informações 'Aos Fatos' traz números alarmantes sobre a postura de Bolsonaro durante a pandemia. Até 28 de janeiro, o presidente fez nada menos do que 1.020 afirmações falsas sobre o coronavírus.

E tem mais, diz a agência. Foram 2.337 declarações falsas ou distorcidas que o presidente fez em 756 dias de mandato. Nada menos do que três declarações que torturam a verdade por dia.

Uma das fake news preferidas de Bolsonaro, que já se tornou um 'mantra', é a de que ele não pode fazer nada contra a pandemia por causa de uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

Aspas para o presidente: "Tá na tela aqui na frente a decisão de um ministro do STF. Dizendo claramente que quem é o responsável por ações como imposição de ações como distanciamento e isolamento social, quarentena, suspensão de atividades, bem como aulas, restrições de comércio, atividades culturais, e a circulação de pessoas. Quem decide isso é o respectivo governador ou prefeito", afirmou.

Segundo a agência Aos Fatos, a declaração é falsa.

O STF não delegou a responsabilidade de tomar medidas contra a Covid-19 a estados e municípios nem eximiu o governo federal de atuar contra a disseminação da doença.

A decisão diz que prefeitos e governadores têm legitimidade para tomar medidas locais de restrição de circulação e não cabe à Presidência derrubar essas iniciativas.

O esforço, portanto, deveria ser de todos, não seletivo. Bolsonaro prega o contrário.

Outro 'recital' de Bolsonaro diz respeito a remédios sem comprovação científica para um suposto tratamento precoce da Covid-19, como o trio "hidroxicloroquina, ivermectina e nitazoxanida".

Disse o presidente em 21 de janeiro: "Eu apresento uma alternativa. Ah, não tem comprovação científica. Não tem. Sempre disse isso. Mas também não tem efeito colateral".

"Além de não haver comprovação científica de que tais drogas tenham eficácia contra a doença, é falso que elas não possuem contraindicações, como diz Bolsonaro", diz a agência de checagem.n

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