Um presépio montado na praça de Monteiro Lobato tem conexões especiais com o Alasca e a Guatemala.
Essa relação inusitada começou nos anos 1990 e foi coroada entre setembro de 2019 e janeiro de 2020 quando o marceneiro e professor Jarbas Luiz de Noronha Filho e a namorada Sarah Oliveira Araújo percorreram 23.520 quilômetros de moto entre o Alasca e São José.
A viagem emulou a aventura que Noronha Filho viveu nos anos 1990, quando pedalou até o Alasca. Desta vez, na volta, após quase ficar parado no Canadá por causa do frio, ele passou pela cidade de Santa Cruz El Chol, na Guatemala, para rever o amigo Carlos Córdoba que conhecera em 1993.
Naquela época, Carlos construía grandes presépios e sonhava em ver as peças se movimentando. Ex-estudante de química e arquitetura, Noronha Filho colocou motores nas peças e prometeu também montar um presépio no Brasil.
Cumpriu a promessa em 2011, quando assumiu o presépio de Monteiro Lobato.
Construiu uma plataforma modulada de 4,60 metros de comprimento feita com materiais recicláveis.
Há mais de uma dezena de peças que se movimentam. O presépio funciona com energia elétrica e sensores desativam as peças se não houver movimento ao redor da estrutura. Também há água no cenário, que ganha uma nova peça por ano. "Vemos as pessoas deprimidas por causa da pandemia e contribuir com um sentimento positivo de tranquilidade e paz é muito bom", diz ele..