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Esbanjando vitalidade, Paul aproveita quarentena para lançar álbum McCartney 3

Por Marcos Eduardo Carvalho@marcosovale78 |
| Tempo de leitura: 2 min
Paul McCartney
Paul McCartney

Ao 78 anos, Paul McCartney esbanja vitalidade. E nem pensa em parar de tocar. Nem mesmo a quarentena o impediu de lançar projetos. O mais recente é o disco McCartney 3, onde o músico britânico toca, sozinho, todos os instrumentos. Uma verdadeira 'banda sozinho'.

Como o nome já sugere, essa é a terceira versão de projeto, que teve a primeira em 1970 e a segunda em 1980. A primeira foi, na prática, uma primeira tentativa de decolar na carreira solo, sem os velhos companheiros John Lennon, George Harrison e Ringo Starr, dos áureos tempos de Beatles.

Agora, o menino quase octogenário de Liverpool lançou o terceiro disco neste formato em que aplica todos os instrumentos.

Em tempos de isolamento, nada mais coerente do que gravar sozinho. E tudo foi feito em um estúdio caseiro em Sussex, na Inglaterra. É o 18º álbum solo da carreira de Paul.

Sempre bem-humorado, apelidou o trabalho de 'rockdown', uma mistura de rock com o 'lockdown', fechamento das cidades durante a pandemia da Covid-19 que, aliás, tem sido bastante severa na terra da Rainha.

Paul McCartney aproveitou esse período de isolamento - quando se preparava para mais uma turnê mundial no início do ano - para realizar o trabalho sem ajuda de ninguém e também sem a pressão das grandes gravadoras. E está sendo um sucesso. As músicas do novo álbum estão entre as mais tocadas nas rádios britânicas.

"Em nenhum instante eu pensei: 'Estou fazendo um álbum. É melhor eu ficar sério'. Foi mais: 'Você está em quarentena. Você pode fazer o que quiser'", disse o ex-beatle em entrevista ao jornal The New York Times.

O ÁLBUM.

No total, são 11 faixas, a maioria no estilo balada, e apenas uma instrumental, a de abertura, "Long Tailed Winter Bird'. E, um fato curioso: Paul usou a criatividade para divulgar o trabalhado, espalhando outdoors por vários locais, com as partituras e as letras de todas as músicas, sugerindo que os fãs pudessem interpretá-las sem conhecer o arranjo original.

Deu certo.

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