Ele é engenheiro florestal de formação e tão apaixonado por tecnologia que coordena dois grupos de 184 empresas do APL (Arranjo Produtivo Local) Aeroespacial e do APL de Tecnologia da Informação, ambos com sede no Parque Tecnológico de São José.
"A grande importância da plataforma digital é fazer com que a nossa economia não seja estagnada, não pare por conta da pandemia", disse Marcelo Nunes ao Gabinete de Crise de OVALE. Confira.
Com a pandemia, o negócio digital veio para ficar?
A pandemia teve grande impacto no varejo, com muitas empresas, especialmente micro e pequenas, que deixaram de faturar e vender porque não estavam com o seu negócio dentro da plataforma digital, e isso precisou sofrer um ajuste muito rápido. Do mesmo jeito, isso também impactou as prefeituras, com os serviços aos cidadãos, a indústria, com grande parte das pessoas trabalhando em home office, além do agronegócio. A grande importância dessa plataforma digital hoje é fazer com que a nossa economia não seja estagnada, não pare.
Setor TI foi menos atingido?
O APL Aeroespacial teve um impacto drástico em todo o mundo, parando praticamente as atividades. No caso do APL de TI, foi o contrário. Houve demanda e busca por tecnologia muito maior. Outras frentes foram abertas.
O que a pandemia ensina?
Estamos percebendo uma intensificação da agenda de negócios, que consequentemente faz com que todo mundo necessite de mais organização dentro do seu negócio, de agilidade nas respostas, e isso vai fazer com que a inteligência artificial seja muito mais utilizada. Isso deve transbordar para o nível pessoal.
Para o Vale, a inteligência artificial é o futuro?
Há tendência de não ter mais aplicativos, mas um telefone inteligente, que converse com a gente. Em se tratando de inteligência artificial, temos outro caminho que é a segurança da informação e as chaves de segurança (blockchain) para evitar fraudes. São áreas importantes para a região.