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Covid-19 avança na RMVale

Por Xandu Alves@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Coronavírus
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Há um aumento mais acelerado das taxas de transmissão e de crescimento da Covid-19 no Vale do Paraíba em paralelo à queda dos indicadores epidemiológicos.

O estudo desses indicadores aponta para uma evolução dinâmica da doença em novembro, como aquela observada nas semanas epidemiológicas de junho, quando houve uma inflexão da pandemia com rápida aceleração na região.

A conclusão vem de estudo feito pelo CTC-Covid, um Comitê Técnico-Científico que dá apoio ao DRS (Departamento Regional de Saúde) da região e que confirma o aumento da pandemia na RMVale.

Formado pelos pesquisadores Paulo Barja (Univap), Paula Vilhena Carnevale Vianna (Universidade Anhembi Morumbi), Antônio Miguel Monteiro e Tathiane Anazawa (Inpe) e Renato Pereira de Souza (Instituto Adolfo Lutz), o grupo publicou uma nota técnica na última semana com alertas e recomendações para evitar a expansão da pandemia.

Eles estudaram o número de casos das 39 cidades do Vale até 30 de novembro e indicadores como velocidade, taxa de transmissão, vulnerabilidade municipal relativa aos ativos saúde e conectividade regional.

Nesse contexto, os pesquisadores se mostram preocupados com 2021, quando assumem novos prefeitos e prefeitas no Vale, alguns deles com um discurso contrário às restrições de distanciamento social.

“Há um risco de aumento da vulnerabilidade institucional para a gestão da crise sanitária e do pós-crise”, apontam os estudiosos, que pedem para se evitar “novas ‘pedaladas epidemiológicas municipais’, com riscos desnecessários à vida”.

O grupo defende gestão compartilhada da crise sanitária e fortalecimento de ações conjuntas, além da “consolidação das estruturas metropolitanas de vigilância e controle para a Covid-19” e “gestão territorial solidária em todos os setores que promovem a saúde e o bem-estar”.

Ainda no estudo, os pesquisadores observam uma aceleração da pandemia na região, com “aumento da prevalência regional em velocidade sustentada por altas taxas de crescimento”.

‘Pandemia tem consistido de ciclos de aceleração e desaceleração’, diz pesquisa

No final do documento, os estudiosos afirmam que a dinâmica da pandemia tem consistido de “ciclos de aceleração e desaceleração”. “Não estamos vivendo ondas, mas ciclos ligados às ações de controle das autoridades sanitárias e ao nosso comportamento frente a elas”.

Com isso, eles demonstram preocupação com as festas de final de ano. “O período de festas exige de nós e das autoridades ainda mais responsabilidade e um maior senso de solidariedade. Toda vida conta. E a vida do outro, próximo ou distante de nós, dependerá deste arranjo regional solidário considerando todos os atores envolvidos”.

Eles recomendam estabelecer “indicadores metropolitanos” e estratégia de coleta e processamento de dados para “orientar as políticas e ações instituídas, considerando o papel da vigilância epidemiológica e da atenção primária em saúde para o controle sanitário territorializado”.

Pedem ainda a “monitoração da taxa de transmissão” e definir “orientações de isolamento dirigidas por testagem”, além de criar o Conselho Metropolitano Emergencial para a Covid-19.

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