Taubaté recebeu R$ 26,4 milhões dos governos federal e estadual para combater a pandemia do coronavírus.
A informação foi prestada à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid pela secretária municipal de Finanças, Odila Sanches, que prestou depoimento nessa segunda-feira (26).
Segundo Odila, foram recebidos R$ 23 milhões da União e R$ 3,4 milhões do Estado.
De acordo com a secretária, parte dos recursos foi aplicada em folha de pagamento para a contratação de profissionais de saúde específicos para o hospital de campanha.
Odila entregou à CPI documentos relativos às despesas pagas e empenhadas pela Prefeitura – são pelo menos 20 processos contendo ordens de pagamentos, notas fiscais e documentos das prestadoras de serviço ou varejistas que forneceram para o município desde o início da pandemia, em março, além de um CD com os 150 processos digitais gerados durante esse período.
Presidente da CPI, o vereador Dentinho (PSL) afirmou que o próximo passo da comissão será analisar os documentos encaminhados pela secretária e visitar os locais indicados nesses processos.
COMPOSIÇÃO.
A CPI passou por uma mudança em sua composição na semana passada: saiu o vereador Jessé Silva (PL) e entrou Diego Fonseca (PSDB).
Além de Dentinho e Diego, compõem a comissão os parlamentares Douglas Carbonne (DEM), Vivi da Rádio (Republicanos) e Guará Filho (PSDB).
BLINDAGEM.
Com a alegação de apurar a aplicação dos recursos recebidos pela Prefeitura de Taubaté para o enfrentamento da pandemia do coronavírus, a CPI da Covid foi proposta em agosto pela base aliada ao governo Ortiz Junior (PSDB) para impedir a abertura de outra CPI, sugerida pela oposição, para investigar suposto superfaturamento dos kits de alimentação entregues a alunos da rede municipal.
O pedido de CPI da base governista foi protocolado 26 minutos após o da oposição, mas passou à frente por já contar com o número mínimo de assinaturas necessárias.
Pelo regimento interno, apenas três CPIs podem funcionar ao mesmo tempo. Até a sessão do dia 11 de agosto, somente duas CPIs (da Sabesp e da Essencial) estavam abertas, já que uma terceira, a dos Postes, havia perdido o prazo. Com a abertura da CPI da Covid, a CPI dos Kits não pôde ser instaurada.